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Política

Políticos de MS ficam perplexos com deboche do presidente sobre coronavírus

Em seu discurso, ele falou que apenas os idosos, que estão no grupo de risco, devem ficar em isolamento

25 março 2020 - 12h59Por Nathalia Pelzl

O discurso do presidente Jair Bolsonaro, em pronunciamento nesta terça-feira (24), gerou revolta e indignação entre representantes de Mato Grosso do Sul, no Senado Federal e na Câmara de Deputados. Nele, Bolsonaro compara, novamente, o coronavírus com uma gripezinha ou resfriadinho.

Em seu discurso, ele falou que apenas os idosos, que estão no grupo de risco, devem ficar em isolamento. Bolsonaro, que já tem 65 anos, comparou sua saúde a de um ‘atleta’ e, por isso, seria 'imune' ao vírus. Além disso, afirmou que as pessoas precisam voltar à normalidade.

O deputado federal Fábio Trad (PSD) usou o Twitter para expressar sua opinião.

“Sugere uma grande conspiração da imprensa que estaria por trás da criação artificial de um cenário de pânico e terror para prejudicar o país e o governo. Não vejo razoabilidade alguma nesta insinuação. Por fim, achei bisonho o deboche vazado na expressão “resfriadinho”. Triste”.

A deputada Rose Modesto (PSDB) declarou que, hoje, voltar à normalidade significa sacrificar vidas. “Devemos combater o Coronavírus como temos feito: ações concretas e união da população que entende a importância das políticas públicas pelas quais temos trabalhado. Fiquem em casa”.

Com um certo ‘desprezo', Bolsonaro criticou o fechamento de escolas e alegou que as crianças não fazem parte do grupo de risco. Diante do discurso, o deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT) também se manifestou.

“Espero que todos tenham assistido à declaração do presidente neste instante e que assim como eu, tenham ficado perplexos, com tamanha irresponsabilidade. Questionar os fechamentos das escolas e dizer que seu físico de atleta garante a ele somente sintomas de uma "gripezinha" foi o fim. Totalmente contrário as autoridades de saúde nacionais e internacionais”.

O também deputado federal Vander Loubet (PT) disse que o governo federal deveria apoiar os gestores municipais e estaduais ao invés de ‘acabar’ com a postura dos governantes diante do ‘caos.

“Sobre a crítica a governadores e prefeitos, totalmente descabida. Os gestores estaduais e municipais estão se esforçando dentro do possível para colocar em prática as medidas que podem ajudar a combater a pandemia. O governo federal deveria ser um parceiro e não um crítico”

Já sem esperança, a senadora Simone Tebet (MDB), atual presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), disse estar perplexa após o pronunciamento. "Adianta comentar?".

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