Os Estados Unidos começaram a apuração de votos das eleições de meio de mandato, que vão definir a nova composição da Câmara dos Representantes e um terço do Senado. As primeiras urnas começaram a ser fechadas às 20h dessa terça-feira (3), no horário de Brasília.
Os democratas conseguiram maioria sobre os republicanos na disputa pelas cadeiras tanto do Senado quanto da Câmara, no que já é considerado como uma derrota histórica do do presidente Donald Trump.
No Senado, as projeções apontam 54 cadeiras ocupadas pelos democratas, contra 44 dos republicanos, até o momento. Já na Câmara, que será totalmente renovada, a diferença está em 220 a 136 para os democratas.
Nos governos estaduais, até o momento são 28 democratas e 20 republicanos.
O resultado começou a sair na noite dessa terça, mas a conclusão pode levar dias. Nas midterms de 2022 e de 2024, o controle da Câmara só foi definido após oito dias de apuração.
Fechamento das urnas nos EUA, no horário de Brasília:
- 20h dessa terça-feira: Indiana e Kentucky;
- 21h: Geórgia, Carolina do Sul, Vermont, Virgínia e maior parte da Flórida;
- 21h30: Carolina do Norte, Ohio e West Virginia;
- 22h: Alabama, Connecticut, Delaware, Distrito de Columbia, Illinois, Kansas (maior parte), Maine, Maryland, Massachusetts, Michigan (maior parte), Mississippi, Missouri, New Jersey, North Dakota (maior parte), Oklahoma, Pennsylvania, Rhode Island, South Dakota (maior parte) e Tennessee;
- 22h30: Arkansas;
- 23h: Arizona, Colorado, Louisiana, Minnesota, Nebraska, New Mexico, New York, Wisconsin e Wyoming; além das partes restantes de North Dakota, South Dakota e Texas;
- 0h de quarta-feira: Idaho (maior parte), Montana, Nevada e Utah;
- 1h: California, Washington e Oregon;
- 2h: Havaí;
- 3h: Alasca.
A eleição ocorre no momento de maior desgaste da administração do presidente republicano Donald Trump, marcado pela queda na aprovação devido ao prolongamento da guerra contra o Irã e pelo aumento do custo de vida.
No ciclo eleitoral de meio de mandato de 2026, estão em disputa 35 cadeiras no Senado, 36 cargos de governador e todas as 435 cadeiras na Câmara dos Representantes. Há também diversas propostas submetidas à votação popular (ballot measures) em todo o país, abrangendo temas que vão desde a administração eleitoral até o acesso ao aborto.
Os democratas buscam retomar o controle de ambas as casas do Congresso. Eles precisam conquistar quatro cadeiras no Senado (e manter as que já ganharam) para garantir maioria de 51 assentos e obter pelo menos 218 cadeiras para retomar a Câmara.
O que está em jogo?
- As eleições de meio de mandato ocorrem a cada dois anos, no intervalo entre as disputas presidenciais, e funcionam como uma avaliação do governo em exercício.
- Diferentemente das eleições presidenciais, não há um candidato à Casa Branca na cédula.
- Ainda assim, o resultado costuma refletir a satisfação dos eleitores com os rumos do país.
- Serão renovadas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado.
- Os mandatos dos deputados duram dois anos, enquanto os senadores cumprem períodos de seis anos.
- Atualmente, os republicanos ocupam 218 cadeiras na Câmara, contra 214 dos democratas.
- Para recuperar o controle da Casa, a oposição precisa conquistar quatro assentos a mais.
- No Senado, os republicanos têm 53 das 100 vagas, enquanto democratas e independentes alinhados ao partido somam 47.
- Para assumir a maioria, os democratas precisam chegar a 51 cadeiras.
- A importância do resultado está nas atribuições do Congresso, responsável pela elaboração e aprovação de leis federais, além da fiscalização do Poder Executivo.
- Uma mudança na composição parlamentar pode dificultar a aprovação de projetos prioritários da Casa Branca e alterar o equilíbrio de forças em Washington.
Trump faz último apelo por votos republicanos
Na véspera da votação, Trump intensificou a mobilização de eleitores para tentar preservar a maioria republicana no Congresso. Em discurso de aproximadamente 50 minutos no espelho-d’água do Lincoln Memorial, em Washington, na segunda-feira (2/11), o presidente classificou o pleito como o mais importante de suas vidas e voltou a atacar os democratas.









