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terça, 29 de setembro de 2020
Política

Defensor de Bolsonaro, deputado de MS aposta em retomada da economia, mas só a partir de junho

Parlamentar disse que país vive período de carência financeira por culpa do PT

12 abril 2019 - 13h35Por Celso Bejarano, de Brasília

Embora perseverante defensor da gestão de Jair Bolsonaro, o deputado federal sul-mato-grossense, doutor Luiz Ovando (PSL), disse que o país precisa caminhar, que deve ser feito alguma coisa. “Medidas precisam ser tomadas”, disse o parlamentar, na semana que o presidente completou 100 dias no comando da república federativa brasileira.

Ovando, contudo, acha que o país deva retomar o crescimento econômico “num prazo máximo de seis meses [até junho, no caso] por que Bolsonaro [presidente desde janeiro passado] está tomando pé da situação”.

O deputado, que é médico, culpa presidentes anteriores – de Fernando Henrique Cardoso a Dilma Rousseff (1995-2015) – por terem “comprometidos economicamente o país” e que Bolsonaro pegou um “Brasil falido”.

CRÍTICAS

Ovando, obstinado crítico aos gestores do PT, partido do presidente Lula, preso há um ano, disse que o governo petista preocupou-se em criar universidades e que hoje essas instituições estariam lotadas de acadêmicos que “nem escrever sabem”.

Questionado sobre as razões de centrar suas reprovações noS governos petistas, sabendo que até a posse Bolsonaro, outro presidente, Michel Temer (MDB), governou o país, o deputado replicou a avaliação.

“Sou sincero, há indícios de corrupção na gestão de Temer [mês passado Michel ficou uma semana preso por suspeita de embolsar dinheiro de empreiteira], mas temos de reconhecer que ele estancou a sangria que o PT fez. Ele ajeitou a economia e foi muito melhor que o governo da Dilma”, acredita Luiz Ovando.

ROMBO

“Primeira coisa que a gente percebeu é que o governo Bolsonaro pegou o país quebrado, não se esqueça disso. Pegou o país falido, com rombos gigantescos na Petrobras, no BNDES, isso é a grande verdade”, argumentou o parlamentar.

Ovando comentou ainda a questão da reforma da Previdência. Ele acha que, embora o empenho do presidente Bolsonaro em aprová-la, não é o principal propósito do governo federal.

“Quando ele [Bolsonaro] entrou praticamente 5,8 mil pessoas desistiram do programa Bolsa Família, porque eram fraudes. Na própria Previdência há uma quantidade gigantesca de fraude, principalmente em relação a incapacidade física. Isso significa que a saúde não estava atendendo bem o cidadão e continua não atendendo. Mandetta [Luiz, ministro da Saúde] está tentando equilibrar a situação, mas não dá porque não tem dinheiro”, disse o deputado como meio explicar suas razões em apontar o PT como o desestabilizador da economia brasileira.

 Agora, com três meses no comando do país, Bolsonaro estaria, segundo ele, tentando “organizar” as finanças.

Para o parlamentar, o governo federal não estaria “soltando dinheiro a esmo” porque é “preciso replanejar, tomar pé da situação”.

Passado esse período, disse o deputado, o presidente Bolsonaro deve retomar projetos nacionais, o Minha Casa Minha Vida um deles.

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