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Política

Dia D: vereadores são cautelosos com Coffee Break e evitam comentários

31 maio 2016 - 12h47Por Dany Nascimento e Rodson Willyams

Na véspera da entrega do relatório da Operação Coffee Break para o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, o clima entre os parlamentares na Câmara Municipal de Campo Grande é 'tranquilo'. Porém, ao falar da entrega do documento, os vereadores buscam cautela, com exceção da vereadora Luiza Ribeiro (PPS), que destacou a expectativa da população pela conclusão da Operação.

"Esse relatório na verdade é algo que a população espera e que precisa ser passado a limpo porque tem uma expectativa muito grande por parte da população sobre essa conclusão. Nós temos que confiar no Ministério Público e quem se achar prejudicado tem o direito a defesa na Justiça. Esse momento que o Brasil vive e está sendo passado a limpo", disse a vereadora.

Diferente de Luiza, o vereador Chiquinho Telles (PSD) disse que aguarda o desfecho e garante que não é correto fazer pré-julgamentos. "Vamos esperar o desfecho de tudo e nós não podemos fazer um pré-julgamento antecipado, vamos aguardar a decisão e falar depois".

Para o petista Marcos Alex, os vereadores estão tão ansiosos quanto à população. "A sessão na Câmara está normal, aguardando os desdobramentos e assim como a população, a expectativa dos vereadores é a mesma. Ninguém sabe o que pode acontecer. Espero que essa decisão seja honesta e sem cair nas armadilhas pirotécnicas".

Questionado sobre a possibilidade de afastamento de alguns vereadores da Casa, Alex afirma que esses pedidos já foram feitos antes e acabaram negados pela Justiça. "Já tentaram fazer afastamentos outras vezes, mas acabaram negados pela Justiça. Nós não podemos entrar no campo da hipótese, quem só pode se pronunciar neste caso é a Justiça porque afinal os poderes são independentes".

Já a vereadora Magali Picarelli (PSDB) destaca que desconhece assuntos ligados à Operação e prefere continuar distante das investigações. "Eu não tenho acompanhado, conheço muito pouco e nem converso sobre esse assunto. Eu vejo os vereadores conversando entre eles, mas como eu não participei e não participo, não posso falar muito sobre esse assunto. Esse é um reflexo nacional, que passa por ajustes necessários e que a população está mais atenta. Esses ajustes ocorrem em todos os casos, tanto na Câmara, como no Senado e na Câmara Federal. Esse é o início de uma nova mudança".