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Política

Dinheiro roubado da Lama Asfáltica construiria 25 hospitais contra coronavírus

Operação parece que acabou de vez, não mantém mais ninguém na cadeia e nem retomou a grana

06 abril 2020 - 07h00Por Vinícius Squinelo

Cada dia mais esquecida, a Lama Asfáltica poderia ser a saída para a Saúde pública de Mato Grosso do Sul. Mas não vai. Encabeçada pela Polícia Federal e Ministério Público Federal, a operação descobriu supostos desvios de 2 bilhões de reais dos cofres estaduais. Agora, caminha para um fim sem resultados práticos.

Com a crise do coronavírus, Edson Giroto, ex-secretário de Obras e último preso da Lama, conseguiu a prisão domiciliar. Vai passar o tempo em luxuosa residência em famoso condomínio de Campo Grande.

Os processos judiciais, inclusive contra o ex-governador André Puccinelli, estão paralisados entre as Justiças Estadual e Federal, para dizer o mínimo. O impacto da Lama Asfáltica acabou restrito ao meio político, influenciando eleições passadas.

Por falar em Covid-19, que ‘soltou’ Giroto, o valor desviado dos cofres regionais seria o suficiente para a construção, do zero, de exatos 25 hospitais especializados contra a doença. Segundo cálculos do Ministério da Saúde, cada um – entre estrutura e equipamentos – custa 80 milhões de reais.

No fim, o sul-mato-grossense não vai ver a cor desse dinheiro, nem em saúde, nem retorno aos cofres estaduais. A operação que nasceu como uma luz no fim do túnel da política regional, vai morrendo junto com a esperança que trouxe.