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terça, 22 de setembro de 2020
Dia da Mulher

Em 40 anos de história da Assembleia Legislativa, só 9 mulheres foram eleitas em MS

Nessa gestão (2019-2022), a 11ª, os 24 mandatos são ocupados por homens

08 março 2019 - 07h00Por Celso Bejarano

Conta-se nos dedos o número de mulheres que conquistaram mandatos na história da AL-MS (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul). 

Desde a criação do Estado, que se separou do território de Mato Grosso, em outubro de 1977, quatro décadas atrás, apenas oito foram eleitas no período em que 258 mandatos foram concorridos.

Na gestão passada (2015-2018), as mulheres obtiveram três mandatos, um marco que representou o período de maior atuação feminina na Casa.

No entanto, nesta gestão, a 11ª da AL-MS, que segue até 2022, nenhuma mulher foi eleita e os 24 mandatos de deputados estaduais estão sob o domínio dos homens. Isso não ocorria desde 1987, há 32 anos.

Entre as parlamentares Antonieta Amorim (MDB), Grazielle Machado (PR) e Mara Caseiro, do PSDB, apenas Mara quis a reeleição, mas foi derrotada.

Na eleição de outubro passado, 101 mulheres se candidataram ao mandato de deputada estadual.

DETALHE

Embora a frustração das eleições passadas, mais da metade do eleitorado de MS é do sexo feminino, aponta dados do TRE (Tribunal Regional Eleitoral). Aqui, entre os eleitores – 1.877.982 – há exatas 79.968 mulheres a mais que os votantes homens.

Ainda assim, embora MS tenha 978.830 eleitoras (899.152 homens), é acanhado o número de mulheres que ocupam mandatos no cenário político tanto na esfera estadual quanto federal.

A exceção ocorre no Senado, onde dos três mandatos a que MS tem direito dois são de mulheres: Simone Tebet (MDB) e Soraya Thronicke, do PSL.

HISTÓRICO

Nas duas primeiras legislaturas, que tiveram início em janeiro de 1979 e foram até janeiro de 1987, as mulheres não conquistaram assentados no legislativo estadual. 

As mulheres pisaram no plenário da Assembleia como deputadas pela primeira vez na 3ª legislatura (1987-1991), com as eleições das deputadas Marilene Coimbra, que assumiu o mandato pelo PTB, depois trocou a sigla pelo extinto PDS e Marilu Guimarães, pelo PFL, hoje conhecido como DEM.

Na eleição seguinte para a gestão de 1991-1995, somente Marilene reassumiu o mandato pelo PDS, como suplente. À época ela ocupou a 3ª vice-presidência da Assembleia.

Já na 5ª legislativa (1995-1999), elegeu-se pelo PMDB Celina Jallad, filha do ex-governador Wilson Barbosa Martins. Ela foi escolhida, no período, a 1ª vice-presidente da Casa.

Na 6ª legislatura, entre 1999-2003, Celina assumiu seu segundo mandato de deputada estadual.
Nas eleições seguintes que elegeram os 24 deputados para a gestão de 2003-2007, três foram eleitas: Celina e Simone Tebet, do MDB e Bela Barros, do PDT, que assumiu o mandato depois da posse, como suplente.

Na gestão que durou de fevereiro de 2007 a janeiro de 2011, Dione Hashioka (PSDB) foi eleita e Celina Jallad, conseguiu entrar depois por ela ter ficado com a primeira suplência.

Na legislativa passada (2011-2015), Mara Caseiro, hoje no PSDB, Antonieta Amorim (MDB) e Grazielle Machado (PR), conquistaram assentos na Casa.

DE PAI PARA FILHAS

Entre as 9 candidatas que foram eleitas deputadas em MS, seis eram parentes de políticos já veteranos no Estado. Celina era filha do ex-governador Wilson; Dione, mulher do ex-prefeito de Nova Andradina; Marilene, mulher do ex-prefeito de Campo Grande, Albino; Grazielle Machado é filha do deputado estadual Londres Machado, dono de dez mandatos de deputado estadual; Antonieta era ex-mulher do ex-prefeito de Campo Grande, o agora senador Nelson Trad Filho; Simone, hoje senadora, filha do ex-senador Ramez Tebet.

Tebet, Albino e Wilson já morreram.

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