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sábado, 24 de outubro de 2020
Política

Em nota, Romero diz que acusação de estupro é ‘totalmente falsa e indevida’

‘Estar na política te transforma em inimigo de muita gente’, justifica

22 janeiro 2019 - 14h50Por Diana Christie

Em nota divulgada através das redes sociais, o vereador Eduardo Romero (Rede) declara que a acusação de estupro é “totalmente falsa e indevida”. “Estar na política te transforma em inimigo de muita gente, e não medem esforços para prejudicar e tirar de cena”, diz.

Romero destaca que “a justiça está fazendo seu trabalho e em breve teremos as respostas”. Completa ainda que confia na Justiça e em Deus. “E tenho a consciência tranquila”.

Por fim, o vereador questiona o vazamento das informações, divulgadas com exclusividade pelo TopMídiaNews. “Mas deixo o questionamento: como um processo sigiloso torna-se público gerando prejuízos incalculáveis, antes mesmo da decisão da própria Justiça? Absurdo”.

O caso

Eduardo Romero, vereador por Campo Grande, é suspeito de estuprar um adolescente de 13 anos. O crime teria ocorrido em 12 de novembro de 2017 e tem sido mantido em segredo de Justiça desde então.

Para a polícia, a mãe da vítima contou que estava estranhando o comportamento do filho, que não queria mais ir à escola, reclamava muito de dores de cabeça e estava bastante arredio. De tanto insistir, o rapaz resolveu contar o ocorrido para a família.

Segundo o boletim de ocorrência, o cunhado da denunciante, tio da vítima, tinha chamado o adolescente para ajudar na reforma da casa do vereador. No local, o rapaz ajudava entregando fios para o tio, que estava na laje realizando a obra.

Consta no boletim que o autor, Eduardo Romero, “chegou à casa e viu que a vítima estava sozinha, sendo que o mesmo chamou a vítima em um quarto e falou o seguinte: ‘posso pegar no seu p...?’".

A vítima, de acordo com a mãe, respondeu não. Mesmo assim, Romero teria insistido, fazendo sexo oral na vítima e obrigando o adolescente a retribuir. Ainda conforme a mãe, o vereador ainda convidou o rapaz para retornar à casa depois.

O tio da vítima, que seria sobrinho de Eduardo, ficou sabendo do suposto crime e foi até a residência do suspeito para cobrar explicações.

Conforme o registro policial, Romero inicialmente negou o fato, mas “após quinze minutos Eduardo mandou uma mensagem chamando a comunicante e seu marido para conversarem”. No local, segundo o BO, o vereador “confessou o ocorrido e disse que fez o que fez porque estava sob efeito de drogas”.

A mãe disse à polícia que o suspeito pediu desculpas, chorou muito, mas ela e o marido resolveram registrar a ocorrência por causa do estado emocional do filho.

O caso foi registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Piratininga.

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