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Política

há 1 hora

Santa Casa nega ser investigada e justifica contrato com médica presa por fraude

Hospital destacou que contrato de Olívia Jafar era para o setor privado

Santa Casa de Campo Grande emitiu nota, na tarde desta terça-feira (21), em que esclarece a atuação da médica Olívia Paroschi Jafar na instituição, assim como serviços prestados pela empresa dela. O hospital enfatizou que, à época do pacto, a empresa da profissional invesstiga e presa por fraudes não tinha restrições. 

De início, a Santa Casa negou que seja investigada na Operação Gutenberg, a mesma que levou Olívia, a mãe dela, Rossana e mais dois irmãos, Giovanni e Felipe Paroschi Jafar para a prisão.  

''Olívia Jafar está regularmente inscrita no Conselho Regional de Medicina do Estado de Mato Grosso do Sul sob o CRM-MS nº 14802'', trouxe a nota da unidade de saúde. O hospital destacou que Olívia iniciou os serviços na unidade em janeiro de 2025 na condição de médica autônoma plantonista no Prontomed.

Ainda segundo o hospital, depois, houve necessidade de formalização da prestação de serviços com o contrato com a Jafar Estética e Saúde LTDA. O objeto era prestação de serviços médicos em plantões eventuais, sem escala fixa ou carga horária permanente, conforme já mostrado pelo TopMídiaNews.  

''O contrato prevê remuneração apenas mediante efetiva realização de plantão, com emissão de Nota Fiscal para processamento e pagamento dos honorários, em conformidade com os princípios da transparência e regularidade contábil'', esclareceu a Santa Casa. 

Olívia ficou presa por 13 dias

Contrato entre Olívia e Santa Casa (Foto: Repórter Top)

O ponto mais enfatizado pelo hospital é que os trâmites burocráticos para a contratação da empresa de Olívia foram cumpridos com rigor, por meio de apresentação de certidões negativas. Neste caso, a Santa Casa destaca que, à época, a documentação entregue foi analisada e não tinha qualquer irregularidade. 

''A Santa Casa reafirma que não é alvo de investigações do GAECO relacionadas a este caso e que o contrato celebrado seguiu rigorosamente as normas legais de contratação'', diz trecho final do comunicado. 

Investigação 

Na Operação Gutenberg, deflagrada pelo Gaeco, há, entre os investigados presos, a cirurgiã-dentista Rossana Paroschi Jafar e os filhos dela, a médica e empresária Olívia Paroschi Jafar e o empresário Felipe Paroschi Jafar. Os três fazem parte da família proprietária da Editora Alvorada, antiga Gráfica Alvorada, que já havia sido investigada por contratos milionários para fornecimento de livros ao poder público.

Na nova ofensiva do MPMS a suspeita é de que uma organização criminosa tenha desviado aproximadamente R$ 27 milhões por meio de fraudes em contratações públicas envolvendo a área da Saúde e a aquisição de livros paradidáticos em Campo Grande.
O espaço está aberto para manifestação da defesa dos citados. 

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