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Política

30/09/2017 13:02

Empresário de MS que locou apartamento para Lula é laranja, indica Receita

Costamarques é acusado de ter ajudado advogado e amigo de Lula a comprar os imóveis com recursos da Odebrecht, desviados da Petrobras

Mais um indício sobre o caso do aluguel de apartamento ao ex-presidente Lula pode contar em seu desfavor na Justiça. Isso porque uma análise feita pela Receita Federal aponta que dono do apartamento vizinho ao de Lula, o empresário e engenheiro Glaucos da Costamarques, não detinha de renda suficiente para explicar seus gastos, e que ele seria um laranja.

Conforme reportagem publicada pelo jornal Folha de São Paulo, Costamartques – que vive em Campo Grande – não tinha fundos para comprar um terreno que seria destinado ao Instituto Lula nem o imóvel ao lado ao do ex-presidente, adquiridos em 2010. Contudo, pagou R$ 504 mil pela cobertura vizinha à de Lula e R$ 6,6 milhões pelo terreno. Nesse ano ele registrou um prejuízo de R$ 3.800 em atividades rurais, e seus rendimentos foram de R$ 57,2 mil (média mensal de R$ 4.800), segundo a análise fiscal.

A análise fiscal faz parte da ação penal em que Lula e Costamarques são réus. A suspeita em torno do ex-presidente é que ele tenha se beneficiado do apartamento sem pagar aluguel —o que Lula nega enfaticamente. O instituto preferiu outra área para abrigar a sua sede.

A Receita suspeita de três das principais fontes de recursos de Costamarques: dois empréstimos feitos pelos dois filhos, num total de R$ 1,66 milhão, e R$ 800 mil pagos por uma construtora de Salvador, a DAG, que era usada pela Odebrecht para distribuir propina, conforme relato da empresa em sua delação.

Conforme o texto da Receita, "[...] há razoável suspeita de que em alguns anos (especialmente 2010, 2011 e 2013), além da possibilidade de sonegação de receitas, as contas bancárias de Glaucos da Costamarques podem ter sido utilizadas apenas como interposição para passagem de expressivos valores de terceiros". Interposição é um jargão usado para designar laranja.

A análise da Receita Federal apresenta outros indícios de que Costamarques seria laranja de alguém. Segundo a Receita, o empresário recebeu R$ 425 mil em 20 de julho de 2010 em sua conta no Banco do Brasil.

Costamarques é acusado de ter ajudado Roberto Teixeira, advogado e amigo de Lula, a comprar os imóveis com recursos da Odebrecht, desviados da Petrobras, o que a defesa de Lula nega. Portanto, a definição de Teixeira sobre o empresário, de ser um" investidor, um pecuarista, um fazendeiro, uma pessoa de grandes posses e estava em São Paulo, e entre as atividades que buscava, era investimento imobiliário", foi derrubada com a análise.

O juiz Sergio Moro ironizou em audiência no início deste mês com o empresário o valor da comissão de R$ 800 mil que ele recebeu da DAG por ter supostamente adquirido os direitos sobre o terreno. Questionado pelo empresário sobre a origem desse depósito, o BB respondeu que "não foi possível verificar o remetente do crédito".

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