Empresários da indústria avaliam que a decisão do senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de apoiar o fim da escala 6×1 pode representar um “tiro no pé”.
Nos bastidores, a mudança de posicionamento é vista por integrantes do setor como um sinal de “desespero” diante da pressão popular em torno de uma pauta que ganhou força no debate nacional.
A avaliação é de que o recuo pode comprometer a coerência do discurso do senador, sobretudo pelos possíveis impactos da redução da jornada sobre os custos de produção, a produtividade e a competitividade das empresas.
Flávio admitiu nesta terça-feira (13/10) que votará a favor da proposta no Senado Federal. O anúncio foi feito por ele em entrevista à imprensa após visitar o pai na prisão domiciliar, em Brasília, após três meses proibido de encontrar o ex-presidente.
O tema, que mobiliza trabalhadores e setores empresariais, passou a representar um desafio político para o pré-candidato.
A coluna apurou que o coordenador da campanha de Flávio, o senador Rogério Marinho, vinha conversando com representantes da indústria antes de o senador anunciar sua decisão.
Uma ala da campanha defendia que ele não apoiasse a proposta, seguindo a linha adotada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).Na decisão final, prevaleceu o cálculo eleitoral.
Integrantes da campanha avaliam que se posicionar contra a redução da jornada de trabalho a apenas 12 dias do pleito representaria um risco desnecessário, diante da repercussão popular do tema.








