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Política

Enquete: maioria dos leitores é contra nomear filho de Bolsonaro ao cargo de embaixador

O cargo é considerado o mais alto e exigente em relação à política externa brasileira

19 agosto 2019 - 10h42Por Luis Abraham

Nas últimas semanas muito tem se falado na nomeação de Eduardo Bolsonaro pelo pai, o presidente Jair Bolsonaro, ao cargo de embaixador nos Estados Unidos. Favoráveis à decisão levam em conta a opinião do presidente norte-americano, Donald Trump, que se mostra bastante íntimo do clã de Eduardo.

Já os que se manifestaram contra a medida ressaltam que a nomeação é puramente nepotismo, bem como questionam a qualificação técnica e experiência do filho 03 de Bolsonaro, vez que o cargo é considerado o mais alto e exigente em relação à política externa brasileira.

A enquete da semana do TopMídiaNews quer saber: você concorda com Eduardo Bolsonaro embaixador nos EUA? A votação ficou no ar durante uma semana e representa a opinião dos leitores do site. Cerca de 60% são contra a decisão de nomear o filho do presidente a um cargo de extrema relevância para o país, já 40% são favoráveis a medida, que leva em conta o bom relacionamento com Trump.

O cargo

A função de embaixador tem a prerrogativa de plenos poderes para representar o país e, em geral, celebrar tratados entre o estado que representa e o estado que o acolhe. Diferente do cônsul, que apesar de atuar em âmbito internacional se limita questões de interesse privado.

Divergência de opiniões

E é em criar boas relações com as autoridades do país estrangeiro que se defende a nomeação de Eduardo, enquanto os contrários ressaltam que há, por exemplo, egressos do Instituto Rio Branco, a escola de diplomacia brasileira, com muito mais experiência e podem lidar melhor com a política externa do país nos Estados Unidos.

A escola dos diplomatas                                                            

O Instituto Rio Branco foi criado em 1945 como parte da comemoração do centenário do nascimento de José Maria da Silva Paranhos Júnior, o Barão do Rio Branco, em homenagem ao formulador da política externa brasileira no início do século XX.

O ingresso se dá através de concurso público, sendo necessário ser brasileiro nato, estar em dia com as obrigações eleitorais e do serviço militar, não possuir antecedentes criminais e ser formado em qualquer curso superior reconhecido no Brasil pelo MEC (Ministério da Educação).