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Estudantes protestam contra corte na Educação pelo presidente Jair Bolsonaro

O ato conta com alunos, pais e professores de instituições federais

6 MAI 2019
Da redação/Meia Hora
09h47min
Foto: Reprodução/Meia Hora

Manifestantes protestam contra o corte de verbas de instituições federais durante a visita do presidente Jair Bolsonaro ao Colégio Militar na Tijuca, na Zona Norte do Rio, na manhã desta segunda-feira. O ato conta com alunos, pais e professores dos colégios Pedro II (CPII), Instituto Federal de Ciência e Tecnologia (IFRJ), Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet-RJ), Fundação Osório e o Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Cap-UFRJ).

O presidente participa de solenidade que marca 130 anos do Colégio Militar, na Tijuca. Além dele, estão presentes o governador do Rio, Wilson Witzel, e o prefeito da cidade, Marcelo Crivella. Mesmo com o som alto do evento no colégio, é possível ouvir os manifestantes que protestavam contra Bolsonaro em frente ao Colégio Pedro II, na calçada oposta ao da unidade escolar militar. O protesto critica o corte de 30% da verba das universidades e institutos federais, anunciado na semana passada pelo Ministério da Educação (MEC).

Na cerimônia, Bolsonaro chegou a levantar uma criança, quando apareceu a cicatriz provocada pela facada e intervenções cirúrgicas que realizou após o atentado.O presidente depositou flores no túmulo do fundador do Colégio Militar, Tomás Coelho. Enquanto o protesto critica o corte de verbas das instituições federais, que já enfrentam problemas e podem parar, Bolsonaro elogiava o Colégio Militar.

"Os colégios Militares são exemplo de ensino e excelência para a educação brasileira. Queremos mais crianças e jovens estudando nesses bancos escolares. Respeito, disciplina e amor à pátria são fundamentos importantes desses colégios. As escolas militares honram todos os brasileiros, destacando-se nas avaliações de educação básica., algumas liderando o ranking nos estados", falou.

O presidente também disse que pretende implantar um Colégio Militar em cada capital do país e que será construída no Campo de Marte, em São Paulo, "o maior Colégio Militar do Brasil".  De acordo com o Centro de Operações Rio (COR), a Rua São Francisco Xavier tem uma faixa interditada em frente ao Colégio Militar. Com o bloqueio, há grandes retenções na Rua São Francisco Xavier desde a Marechal Rondon; na Rua Barão de Mesquita; e na Rua General Canabarro e na Avenida Maracanã.

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