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Política

Com amarras judiciais, Harfouche diz que só sai do MPE se for candidato a prefeito

No momento, procurador de justiça está sem partido e é sondado por diversas siglas

14 agosto 2019 - 07h00Por Rayani Santa Cruz

Com votos expressivos quando candidato ao Senado, o procurador de justiça Sérgio Harfouche ganhou fama no cenário político sul-mato-grossense e aparece como nome forte na disputa municipal em Campo Grande.

As eleições acontecem o ano que vem e especulações acerca do procurador se tornam cada vez mais comuns. Ele está desfiliado do Partido Social Cristão (PSC), onde teve 392.301 votos em 2018. Sem partido, Sérgio Harfouche vem sendo procurado por pessoas ligadas a diversas siglas.

Em conversa com o TopMídiaNews, Harfouche declarou que não pode comentar sobre planos em cargos políticos ou eleições, pois o fato de ser procurador o proíbe. O impedimento está previsto em Emenda Constitucional.

“Pelo cargo que exerço sou muito limitado e não posso falar sobre isso. O que ocorre é que nas últimas eleições eu tive um bom desempenho e eu vejo que Campo Grande está clamando por um novo nome e quer  completar essa renovação que iniciou nas eleições passadas e tende a fazer isso nessas próximas [municipais] e preparatórias para 2022”, diz.

Ele destaca que o alvo inicial era o Senado e esse ano começou a enxergar certa inclinação para a prefeitura. Segundo o procurador, não existe hipótese de se afastar do cargo para concorrer a vice-prefeito, mesmo se fosse convidado por grandes siglas.

Questionado sobre o que falta no município, Harfouche foi enfático e disse que seria priorizar as pessoas da cidade, a saúde e espaços para crianças e adolescentes.

“O que a gente menos precisa é obras, antes de tudo você tem que dar vida para as pessoas. O que falta é o investimento honesto para as pessoas, espaço para as crianças, educação infantil que é a fase mais importante para a vida do cidadão”, comentou.

Decisão Judicial

O procurador aproveitou e comentou sobre uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral de MS,  que reconheceu a candidatura dele nas eleições passadas, sem que ele tivesse que ser exonerado do cargo no MPE.

“Venci uma batalha jurídica que agora me habilita, era um questionamento se o promotor podia ou não se afastar, sem perder o cargo, ou sem exonerar para concorrer eleição. Nosso TRE deu uma decisão inédita, reconhecendo o direito do afastamento para ser candidato”, comemorou Harfouche.

Ele afirmou que a decisão é a primeira do país e abre precedentes.