Prefeita Adriane Lopes (Progressistas) mudou a postura e passou a responder críticas de internautas sobre a gestão dela, em Campo Grande. A mudança vem após uma série de reportagens do TopMídiaNews sobre o caos administrativo instalado na cidade.
Antes, também conforme apurado pelo site, a estratégia da gestora era bloquear falas de críticos. O ‘’retorno’’ da gestora à realidade da cidade se deu a partir do questionamento sobre a falta de recapeamento nas vias já pavimentadas. A resposta é genérica e burocrática, mas veio.
''Sei que há muito a ser feito, mas estamos fortalecendo as equipes de manutenção, acelerando o tapa-buracos, o recapeamento e a substituição da iluminação por LED'', escreveu a prefeita – ou a equipe dela – marcando o perfil do questionador.
Em seguida, um outro crítico foi mais acintoso na cobrança à prefeita;
''Só tem muito a ser feito poque você passou anos sem fazer nada. Acorda pra vida, se não, não ganha eleição nem pra vereadora mais'', ironizou.
Cadê?
Outra pergunta em forma de crítica foi sobre o Hospital Municipal de Campo Grande. ''Promessa de campanha?'', questionou o autor em tom de ironia. Eis que a gestora dá a explicação, ainda que de forma ''vazia''.
''O Hospital Municipal é um projeto grandioso, que precisa ser analisado em várias etapas. No momento, está em fase de licitação'', respondeu Adriane. Ela complementou que segue empenhada em dar início ao que chama de ''obra tão importante para nossa Capital''.
Choque
Apesar da mudança, parte da estratégia nas redes sociais segue: em geral, os três ou quatro primeiros comentários vêm da ‘’tropa de choque’’ da gestão. E isso se dá em um padrão que contempla quase todos os posts de Adriane. Tem ex-vereador e assessores que fazem elogios descomunais, assumindo que ‘’trabalham’’ para a administração.
Matérias
O TopMídiaNews tem dado voz à população e exposto problemas crônicos da cidade: obra do Emei Radialista parada há dez anos; milhares de buracos abertos e serviço de fechamento em marcha lenta; falta de remédios e equipamentos em postos e UPAs; folha secreta; corte de salários e gratificações, além de trapalhadas políticas, como troca frequente de secretários.
O espaço está aberto para manifestação dos citados.







