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Política

há 1 mês

Ex-servidor diz que licitação era 'farra' e prefeitura pagava o dobro em Sidrolândia (vídeo)

Detalhes de esquema milionário foram dados em delação premiada ao MPE-MS

Thiago Basso da Silva, ex-servidor da Secretaria da Fazenda, em Sidrolândia, fez delação premiada com o Ministério Público do Mato Grosso do Sul. Ele, que foi preso na Operação Tromper, garante que empresas recebiam mais que o dobro por serviços realizados ou não na cidade. 

Silva revelou detalhes do esquema que teria desviado R$ 15 milhões em propina, envolvendo empresas, algumas fantasmas, servidores públicos e políticos na cidade a 70 Km de Campo grande. 

TopMídiaNews teve acesso a vídeo que mostra o réu e o advogado dele, diante de promotores de Justiça. Na gravação, Basso disse a seguinte frase: 

''Era pago no valor que ele [empresário cobrasse], não no valor da licitação. Isso é 100% de certeza'', delatou Thiago. Ele deu alguns exemplos para ilustrar a situação para os investigadores. 

''Se alguém pedia 67 metros cúbicos de areia, [a prefeitura] pagava referente a 120 metros'', disse o depoente, que era responsável por fazer empenhos e pagamentos de contratos entre a Secretaria da Fazenda e empresas contratadas para prestar serviços ao município. 

Tiago Basso participou de esquema, mas fez delação Claudinho Serra recebia 10% de propina, diz delator (Foto: Wesley Ortiz - arquivo )

Cartas marcadas

Thiago, que fora afastado do serviço quando da deflagração da segunda fase da Operação Tromper, em 2023, contou que o chefe do esquema seria o vereador licenciado por Campo Grande, Claudio Serra, então secretário de Fazenda de Sidrolândia. Também detalhou outros nomes. 

''Muitas vezes a empresas se juntavam com o Ricardo [Rocamora] e decidiam: ''ó, você vai ganhar esse item da licitação... você vai ganhar outra'', garante o réu. Ele citou que as empresas definiam os vencedores e os preços a cobrar. Nas citações, ele diz que na licitação se cobra o valor de mercado, mas que a prefeitura paga bem mais para garantir o sistema de propinas ao grupo criminoso. 

Claudinho Serra seria o destinatário de 10% de todos os contratos feitos, não só pela Secretaria da Fazenda, mas de todas as outras pastas. 

''... tudo o que o CNPJ da Prefeitura comprava, ele recebia 10%'', garante o denunciante. Aos promotores, Thiago admite que, em razão de desentendimento entre outros investigados, era ele o responsável por pegar o dinheiro da propina e repassar diretamente a Claudinho Serra, por meio de mochilas ou pacotes. 

O delator disse que pediu aos emissores propina passar o dinheiro para ele via PIX. Ele sacava e mandava ao chefe do esquema. O ex-servidor confessou também, que no dia da deflagração da operação, a esposa dele tentou tirar dinheiro de propina da casa usando a mochila da filha. 


 

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