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Política

FECHOU IGREJA: bancada evangélica reclama da GCM e pede mudança em decreto municipal

Alguns reclamaram que Guardas chegaram armados e com giroflex ligado; Wellington diz que procedimento é correto, pois estavam em operação

30 junho 2020 - 13h15Por Rayani Santa Cruz

A bancada evangélica da Câmara de Campo Grande reclamou da abordagem da Guarda Civil Metropolitana, em uma igreja evangélica na noite desta segunda-feira (29). A igreja Aliançados foi fechada às 21h devido cumprimento de decreto pelos servidores.

Papy (SD) estava indignado com a situação. Ele explicou que o decreto municipal diz sobre o aglomerado de pessoas nas igrejas e não sobre o horário de funcionamento correto. 

“Peço que o prefeito seja assessorado a reeditar o decreto em relação ao funcionamento das igrejas. Porque as igrejas que estão funcionando não tem relação com horário do culto e sim a quantidade de pessoas que estão dentro da igreja. O decreto obsoleto estabelece que os cultos só podem ocorrer das 6h às 19h30, e os cultos ocorrem a noite. E ontem uma igreja teve o culto fechado às 21h com a presença da GCM armada, e uma viatura em cima da calçada com o giroflex ligado. Em um momento que as pessoas estão sofrendo com a pandemia, entristecidas que buscam um alento na igreja para aumentar a sua fé”.

Apesar das críticas a GCM, Papy disse que os servidores estão cumprindo o decreto, que segundo ele, deve ser mudado. 

Querem abordagem diferente na igreja

Gilmar da Cruz (Republicanos) afirmou que os servidores devem ter um tratamento diferenciado nas igrejas, e não usar armas ou ligar o giroflex. “Gostaríamos que isso não acontecesse mais, e pedir ao secretário Valério Azambuja, que oriente os seus liderados, para quando for às igrejas, vá com carinho, com cuidado, porque ali só existe gente pacífica". 

(Vereador Gilmar da Cruz. Reprodução Live Facebook)

Carlão (PSB) disse que na igreja o tratamento tem que ser diferente com os fieis. “Chegar e parar a viatura longe, aí desce um deles para conversar com o pastor. Estão tendo um atendimento muito rude nas igrejas e nos aglomerados estão sendo frouxos”.

Procedimento padrão

Já o delegado Wellington (PSDB) defendeu a Guarda e disse que a abordagem é padrão de segurança pública em todas as localidades. E não tem como os servidores descerem da viatura, desarmados e sem o giroflex ligado. Ele pediu bom senso nos comentários.

“Independente do que está acontecendo, a CGM tem atribuições legais para chegar em qualquer lugar e verificar o que está acontecendo. No caso da igreja eles, já estavam fazendo as fiscalizações. Não tem como a guarda chegar no local e entregar a arma para alguém e ir conversar. Não existe isso, existe ordem. Precisamos apoiar nossas forças policiais com o uso moderado da força e isso não impede que ele chegue sem a arma. Não houve violência policial. Estamos criando um estado que temos que pedir licença para fazer segurança pública. [O uso da arma] É dotação da instituição. Precisamos ter bom senso! Falar que a Guarda chegou armada, que isso é ruim e que agiram errado, não. É dotação da guarda que age para proteger a vida das pessoas e direito da ordem”, disse o tucano.

(Vereador Wellington. Reprodução Live Facebook)

Gilmar da Cruz rebateu e disse que não é contra o trabalho da GCM. “O bom senso, é claro. Mas ali [igreja] não é um local que se encontra pessoas usando drogas ou outra coisa”.

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