A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) pediu neste domingo (25/10) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que prorrogue a votação do segundo turno até as 19h em 17 municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
A defesa de Flávio alega que chuvas, alagamentos e interdições dificultaram a chegada de eleitores às urnas. O caso foi direcionado ao presidente da Corte Eleitoral, ministro Nunes Marques.
O candidato também pede que a divulgação dos resultados da eleição presidencial só comece depois do encerramento da votação nos locais beneficiados.
Para os advogados de Flávio, as demais seções poderiam transmitir os votos normalmente, mas os números ficariam sem divulgação até o fim do prazo adicional.
A defesa argumenta que permitir o voto de quem já estiver na fila às 17h não resolve a situação de eleitores que enfrentam obstáculos para chegar às seções. Pelas regras da Justiça Eleitoral, quem estiver aguardando nesse horário recebe uma senha e tem o direito de votar assegurado.
“Com alertas abertos durante o horário de votação e locais de votação com acesso alterado, o eleitor não pode ser posto diante da escolha entre a própria segurança e o exercício do voto”, afirma a campanha.
Em São Paulo, o pedido abrange a capital, Jundiaí, Itapevi, Americana, Santa Bárbara d’Oeste, Itapetininga, Botucatu, Apiaí, Ribeira e Iporanga.
No Paraná, inclui Curitiba e Guaratuba. Em Santa Catarina, são citados Tijucas, Videira, Trombudo Central, Joaçaba e Águas de Chapecó.
Para justificar a medida, a campanha reúne relatos de mudanças de locais de votação, vias alagadas e interrupções no fornecimento de energia. Segundo o documento, 3.745 eleitores tiveram as seções transferidas em Curitiba e Guaratuba. Em Itapevi, outros 446 precisaram votar em uma escola diferente porque o entorno do endereço original ficou inacessível.
No caso catarinense, os advogados reconhecem que a avaliação geral da presidência do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) era de normalidade durante a manhã. Argumentam, porém, que o pedido se baseia em ocorrências localizadas, como falta de energia e eleitores ilhados, e na possibilidade de novos problemas ao longo da tarde.
Se o TSE não autorizar a extensão nas 17 cidades, a campanha pede que o horário seja ampliado ao menos em locais específicos de Itapevi, Americana, Curitiba e Guaratuba que tiveram alterações de acesso ou de endereço.
Outra alternativa proposta pelos advogados de Flávio seria permitir que juízes eleitorais dos três estados concedam até duas horas adicionais nas seções em que constatarem, até as 17h, impedimentos causados por alagamentos, deslizamentos, vias interditadas ou falta de energia.
A campanha também quer que a medida alcance outros locais que a Justiça Eleitoral identifique como afetados.
Problemas com transporte
A falta de ônibus também motivou reclamações de eleitores neste domingo. Houve relatos de dificuldade para chegar às urnas em São Paulo, Salvador, Petrópolis (RJ) e João Pessoa (PB), com queixas sobre demora e redução da frota.
A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), adversário de Flávio no segundo turno, também pediu ao TSE a ampliação da votação em duas horas, sob o argumento de que a oferta de transporte estava abaixo da determinada pela Justiça.
Em Salvador, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou que toda a frota voltasse a circular. Também determinou a prisão do secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza.







