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Política

07/03/2026 07:00

Gestão Adriane: falta tudo para diabetes em postos e pacientes já correm risco de morte

Acometidos da forma mais grave da doença precisam de aplicações diárias

Pacientes denunciam que praticamente todos os insumos para tratamento contra o diabete estão em falta nas unidades de saúde, em Campo Grande. O cenário gera transtornos e sobretudo risco real de morte aos doentes. 

Os acometidos de diabete tipo 1 são os mais prejudicados, diz Renato Nakamura, 50 anos. Ele aponta que fitas para medição da glicose no sangue e seringa estão em falta desde dezembro de 2025. 

Prejuízo

Ainda segundo o denunciante, a falta dos insumos lhe gera prejuízo financeiro, além de transtorno e revolta pelo descaso do poder público. Ele consome cerca de 150 tiras de medição, que, ao todo, consomem R$ 150. No caso das seringas, ele utiliza 120 unidades ao mês e paga R$ 150 na caixa. 

Principal

A própria insulina, que deve ser aplicada no organismo desses pacientes, em alguns casos, diariamente, já está em falta desde o começo de fevereiro. Nakamura lista os medicamentos em falta: Insulina Humulin N 100UI/ml (10ml), que custa cerca de R$ 57,99 e Refil Insulina Humulin N 100UI/ml (2x3ml), ao preço de cerca de R$ 80,49. 

O paciente detalha que existem dois tipos básicos de remédios para o tratamento: a insulina regular, que é de ação rápida e a Insulina NPH, de ação intermediária. 

Procura

O paciente detalha que nos postos de saúde já não se encontra mais nada de insumos. A fala dele ocorreu em 03 de março. Quando questiona, ouve que não há previsão de chegada.

Alerta 

O paciente destaca que, sem o medidor de glicose (aparelho que mede o açúcar no sangue), os doentes correm sério risco. 

''A gente simplesmente não sabe se a glicose está alta ou baixa. E isso é perigoso'', observou. E complementa: ''se a glicose estiver muito baixa, acontece a hipoglicemia. A pessoa pode ter tontura, fraqueza, desmaiar e, em casos graves, risco de morte''. 

Já a jornalista Ana Rita Amarilia, portadora do grau severo da doença, relatou que conseguiu os medicamentos na saúde municipal, mas não havia seringas para aplicação e ironizou. 

''Não dá pra tomar de canudinho'', disse a jornalista. 

Entramos em contato com a Sesau e o espaço está aberto. 

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