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Política

Fim do DPVAT divide opiniões de deputados em Mato Grosso do Sul

Seguro para acidentes vai deixar de existir a partir de janeiro

13 novembro 2019 - 17h00Por Willian Leite

A partir de 1 de janeiro de 2020, o seguro obrigatório DPVAT será extinto no Brasil. O seguro, que indeniza vítimas de acidentes de trânsito, arrecada R$ 2,3 bilhões, verba que é dividida entre assegurados, SUS (Sistema Único de Saúde) e Denatran.

Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, deputados divergem opiniões sobre a nova medida. Coronel David (PSL), que é o partido do presidente, diz que tem uma relação de dez anos com Jair Bolsonaro e segue fielmente suas decisões.

“Alguma razão existiu para que o governo tenha tomado essa decisão. Hoje, por exemplo, no caminho até aqui, vim ouvindo o noticiário no rádio e os especialistas diziam que há muitos esquemas de fraude envolvendo DPVAT. Essa matéria será discutida no Congresso e esperamos um resultado positivo, pois há um compromisso do governo federal em fazer um maior investimento no SUS, para que possa atender as pessoas que se envolverem em acidentes com veículos automotores”, avaliou o deputado.

Já Capitão Contar (PSL) diz estar desatualizado e que não tem condições de avaliar a decisão tomada pelo Presidente Jair Bolsonaro. “Eu não analisei ainda o assunto, é muito recente, posso formalizar minha opinião amanhã”, disse.

O emedebista Renato Câmara que o governo cortou um benefício que contribui com a população, que paga pelo imposto. “Não vi as justificativas, temos que ter acesso e ver se tem alguma incorreção, desvio ou [caso] de não utilização e o porquê do cancelamento deste benefício”, analisou.

             

A oposição também entrou na discussão e diz ser desnecessária a decisão que extingue o seguro. O deputado Cabo Almi (PT) diz que o valor cobrado do DPVAT é irrisório para o contribuinte e salva a vida de milhares de pessoas.

“Não há necessidade em uma medida drástica dessa. Para quem precisa, é uma ajuda muito significativa, que se estende não somente ao acidentado e sim para a família. Então acredito ser um absurdo do governo Bolsonaro”, finalizou o deputado.