Logo após o desfile cívico-militar do 7 de Setembro, Campo Grande foi palco do “Grito dos Excluídos”, tradicional marcha realizada em várias cidades do país. O ato reuniu cerca de 500 pessoas e contou com a presença de movimentos como o Movimento Popular de Luta, o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), a CUT (Central Única dos Trabalhadores) e entidades que já haviam participado do protesto pela manhã.
Desta vez, os manifestantes ocuparam o mesmo espaço por onde passou o desfile oficial, levando bandeiras de partidos de esquerda, como o PT, e cartazes com palavras de ordem pela reforma agrária, contra a anistia a Jair Bolsonaro, além de pautas ligadas ao feminismo e à defesa de direitos sociais.
Entre os participantes estava o superintendente Tiago Botelho, que chamou atenção ao vestir uma camiseta verde e amarela e carregar uma grande bandeira do Brasil. O gesto, normalmente associado a grupos bolsonaristas, foi ressignificado no ato como símbolo de soberania popular.
A marcha também contou com a participação da Associação de Travestis e Transexuais de Mato Grosso do Sul, reforçando a diversidade das lutas presentes no protesto.
Da plateia, uma idosa chamou a atenção gritando com os manifestantes e tentando atrapalhar a caminhada.







