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Política

há 10 horas

Influencer lista pontos de golpes na Paulista e acha 'editora das fraudes de MS' (vídeo)

Prédio na avenida famosa abrigava empresa da Família Jafar

Influenciador e ciclista Renan, conhecido como ''SP Bike Dude'', listou pontos da Avenida Paulista golpistas costumam agir em São Paulo. Durante o passeio e descrição de como agem os suspeitos, foi identificado o prédio onde fica a Editora Avante, empresa que ajudou a desencadear operação do Gaeco, sobre fraude em contratos na ordem de R$ 27 milhões em MS. 

O primeiro trecho da Paulista apontado pelo biker como área em que havia golpe foi um prédio no qual criminosos instalaram uma antena que, segundo ele, burlava o bloqueio da Anatel, e emitia 100 mensagens por dia. Quem clicasse no link, tinha o dispositivo, redes sociais e aplicativos de bancos invadidos. 

Renan listou diversos golpes, inclusive com falsos ''caça-talentos'', que abordam as pessoas nas ruas, na promessa de contratação e encaminhamento para o meio artístico. 

Operação Gutenberg

Ao passar em outro trecho da via, o ciclista apontou na gravação o prédio onde funcionava a Editora Avante, usada por membros da família Jafar para fraudes em compras públicas de livros escolares em diversas prefeituras de MS. Renan postou até uma foto da família em que mãe e os três filhos foram presos juntos em 7 de julho. Somente a médica Olívia Jafar foi solta até o momento. 

''A família usava a editora para fraudar licitações. Mas eles [os Jafar] rodaram na Operação Gutenberg'', descreveu o autor da gravação. O jovem é conhecido por trafegar em pontos da cidade e contar e registrar curiosidades como essas. 

Operação 

A família Jafar, conhecida por atuar no ramo editorial em Mato Grosso do Sul e que já esteve no centro das investigações da Operação Lama Asfáltica, voltou a ser alvo das autoridades. Na Operação Gutenberg, deflagrada pelo Gaeco, os investigados são a cirurgiã-dentista Rossana Paroschi Jafar e os filhos dela, a médica e empresária Olívia Paroschi Jafar, o empresário Felipe Paroschi Jafar e Giovanni Jajar. 

Os quatro fazem parte da família proprietária da Editora Alvorada, antiga Gráfica Alvorada, que já havia sido investigada por contratos milionários para fornecimento de livros ao poder público. Na nova ofensiva do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), a suspeita é de que uma organização criminosa tenha desviado aproximadamente R$ 27 milhões por meio de fraudes em contratações públicas envolvendo a área da Saúde e a aquisição de livros em Campo Grande.


 

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