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Política

Janela eleitoral extingue bancada do PTdoB e reduz PDT na Assembleia

19 março 2016 - 09h38Por Airton Raes

A abertura da janela eleitoral para que os políticos com mandatos eletivos pudessem trocar de legenda sem o risco de perderem os mandatos transformou as relações de poder em Mato Grosso do Sul. As principais mudanças de parlamentares foram para compor a base do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e resultaram na extinção da bancada do PT do B e no enfraquecimento do PDT no Estado.


PTdoB foi o partido que mais perdeu parlamentares estaduais. Os dois deputados que compunham a bancada do partido, Márcio Fernandes e Mara Caseiro, trocaram a sigla pelo PMDB e PSDB, respectivamente. Os dois eram pré-candidatos em uma possível candidatura própria do PTdoB a eleição da Capital.

Pela primeira vez em mais de dez anos, o partido ficou sem representante na Assembleia Legislativa. O presidente estadual do partido Morivaldo Firmino de Oliveira explicou que a janela partidária prejudica os pequenos partidos. “A fidelidade partidária fazia com que os parlamentares ficassem nos partidos até o fim do mandato. Dando estabilidade ao partido”, afirmou.

Entretanto, o dirigente disse que o PTdoB descartou a candidatura própria na Capital, focando na bancada de vereadores. Ele também acredita que o partido continua com o mesmo poder de negociação para possíveis alianças partidárias, possuindo 37 segundos do tempo de televisão.

O PDT, que antes possuía três deputados estaduais, ficou com a bancada reduzida após a ida do deputado Beto Pereira para o PSDB. Na semana passada, Felipe Orro também anunciou sua desfiliação por falta de espaço na legenda, que não estaria ouvindo a militância. Assim, apenas George Takimoto continua na legenda.

O presidente estadual do PDT e deputado federal, Dagoberto Nogueira, afirmou que isso não afeta o partido, lembrando que as eleições são municipais e, com a janela, entraram no partido até o momento seis prefeitos, podendo chegar a dez. “As eleições são municipais. Estamos ganhando prefeitos. Vamos lançar candidatos em mais de 40 cidades. Vamos ter mais candidatos que o PMDB e do partido do governo”, disse.

Indicado pelo PDT, o superintendente regional do Ministério do Trabalho e Emprego do Estado de Mato Grosso do Sul (MTE/MS), advogado Yves Drosghic, compartilha da mesma opinião de Dagoberto. Em relação a diminuição da bancada estadual também afirmou que não impacta a sigla. “O deputado Beto já não acompanhou as decisões do partido nas eleições e era sempre voz dissonante das politicas defendidas pelo partido”, afirmou.