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Política

há 1 hora

'Novas eleições', diz vereador ao falar sobre possível cassação de chapa de Adriane (vídeo)

Maicon Nogueira defendeu as apurações aprofundadas a respeito do caso

Após defender que Campo Grande tenha uma nova eleição caso sejam comprovadas irregularidades na campanha de 2024, o vereador Maicon Nogueira (PP) publicou um vídeo nas redes sociais nesta sexta-feira (19) para explicar o que pode acontecer caso a chapa formada pela prefeita Adriane Lopes (PP) e pela vice-prefeita Camilla Nascimento seja cassada pela Justiça Eleitoral.

Segundo o parlamentar, como o atual mandato ainda está dentro dos dois primeiros anos de gestão, a legislação eleitoral prevê a realização de uma nova eleição para definir o comando do Executivo municipal.

"Se for evidenciado que houve crime de compra de votos, o que pode acontecer nessas suspeitas e denúncias? Novas eleições. Campo Grande caminha para novas eleições", afirmou.

O vereador explicou que a regra muda conforme o momento em que uma eventual cassação ocorrer. "Dentro dos dois primeiros anos do mandato de qualquer prefeito, se a chapa for cassada, no caso prefeita e vice-prefeita, a Justiça Eleitoral convoca uma nova eleição. Caso seja cassada após os dois primeiros anos do mandato, o presidente da Câmara assume", disse.

Na avaliação de Maicon, caso esse cenário se concretize, os eleitores teriam uma nova oportunidade de escolher o chefe do Executivo.

"Como nós estamos dentro do prazo dos dois primeiros anos, em Campo Grande teríamos a chance de escolher finalmente um novo prefeito que possa tirar a cidade do buraco. Isso é o que pode acontecer nos próximos dias. Vamos aguardar e acompanhar", declarou.

Vereador já havia defendido nova eleição

Mais cedo, em entrevista ao TopMídiaNews, Maicon Nogueira comentou a Operação Suffragium, deflagrada pela Polícia Federal para aprofundar as investigações sobre um possível esquema de compra de votos nas eleições municipais de 2024.

O parlamentar, que é do mesmo partido da prefeita Adriane Lopes, afirmou torcer para que a investigação avance, mas ressaltou que o direito à ampla defesa deve ser preservado. "Acho importante [a operação]. Torço para que avance e, caso ela seja culpada, que a gente passe por uma nova eleição", afirmou.

Em seguida, acrescentou: "Quem não deve, não teme".

Operação investiga compra de votos

A Polícia Federal cumpriu, nesta sexta-feira (19), sete mandados de busca e apreensão em Campo Grande e Taquarussu durante a Operação Suffragium, autorizados pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS).

Segundo a investigação, foram identificadas movimentações financeiras consideradas atípicas, como saques em dinheiro, transferências fracionadas via Pix e utilização de contas de terceiros para movimentação de recursos em datas próximas aos dois turnos das eleições de 2024. Para a PF, os valores podem ter sido destinados à compra de votos.

Os fatos investigados podem configurar os crimes de corrupção eleitoral e falsidade ideológica eleitoral, conhecida como caixa dois. O inquérito tramita sob sigilo.

Na primeira ação que tratou do tema, a prefeita Adriane Lopes e a vice-prefeita Camilla Nascimento escaparam da cassação. Na ocasião, decisões da Justiça Eleitoral reconheceram indícios de troca de dinheiro ou vantagens por votos, mas entenderam que não havia provas suficientes de que as integrantes da chapa tinham conhecimento ou anuíram com as condutas praticadas por servidores ou pessoas próximas.

A nova investigação da Polícia Federal busca aprofundar a apuração sobre o suposto esquema e ainda não há decisão definitiva sobre eventual responsabilização dos investigados.

 

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