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Política

há 31 minutos

Corte de secretarias fracassou e prefeitura segue pressionada pela folha de pagamento

Vereador Otávio Trad questiona resultado da reforma de 2024; Prefeitura diz que houve efeito limitado sobre despesas

Apresentada pela Prefeitura como uma medida para economizar e ampliar investimentos, a reforma administrativa aprovada no final de 2024 voltou a ser questionada na Câmara Municipal de Campo Grande. Durante audiência pública de prestação de contas realizada na noite desta quarta-feira (30), o vereador Otávio Trad (PSD) afirmou que os relatórios posteriores à mudança não demonstraram a melhora esperada nas despesas com pessoal.

O parlamentar lembrou que votou favoravelmente à proposta porque acreditava que a redução e a reorganização da estrutura administrativa ajudariam a conter os gastos.

“Nós votamos com a tendência de que essa despesa com o pessoal, ela sofresse, ao mínimo, uma alteração de lá para cá. E não é o que aconteceu”, declarou.

A expectativa de economia foi divulgada pela própria gestão, detalhando uma redução de 30% na estrutura administrativa e nos custos associados à folha e às instalações. A administração sustentava que a reorganização permitiria direcionar mais recursos a serviços essenciais.

Na audiência, Otávio citou percentuais de 55,85% e 55,23% de comprometimento da receita com pessoal nos dois primeiros quadrimestres de 2025, posteriores à reforma.

Também destacou a manutenção de um decreto de contenção de gastos em 2026 e perguntou se a mudança efetivamente atingiu seus objetivos.

A pressão sobre a folha continuou aparecendo nas prestações de contas. Em maio a prefeitura detalhou ter tido um crescimento de 15% nas despesas com pessoal no primeiro quadrimestre de 2026, com comprometimento de 53,9% da receita corrente líquida.

Em resposta a Otávio, o secretário de Fazenda, Isaac José de Araújo, afirmou que saúde e educação concentram aproximadamente 80% da folha e não foram alcançadas pela reforma da mesma maneira que outros setores.

“Quando nós olhamos nessa parte, a reforma administrativa não conseguiu atingir essas duas partes”, declarou.

O secretário sustentou que houve efeitos em outras áreas e apontou uma redução do indicador de 55,85% para 53,89% no levantamento atual.

Isaac também citou reposições salariais e reajustes na educação como fatores que pressionam os gastos. Disse que a administração precisa cortar outras despesas para acomodar os aumentos.

A resposta indicou uma melhora no percentual, mas não detalhou quanto foi economizado especificamente com a reorganização das secretarias, a transformação de cargos e as demais medidas da reforma.

Vereador Otávio Trad (PSD)

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