Ministério Público Eleitoral emitiu parecer em que opina pela reprovação das contas de campanha de Soraya Thronicke (PSB), quando esta concorreu à Presidência da República, em 2022.
O parecer foi do vice-Procurador-Geral Eleitoral Alexandre Espinosa Bravo Barbosa. Nas manifestações feitas ao processo, que questiona as contas eleitorais da chapa de Soraya, foi dito que o MP Eleitoral não teve acesso ao Relatório de Informações Financeiras, o RIF, pedida pelo TSE, que embasou parte da investigação. O MP pede acesso ao conteúdo antes da conclusão do caso.
Ainda segundo o parecer, o vice-procurador, mesmo sem o relatório – que é sigiloso - já se percebe irregularidades suficientes para rejeitar as contas da então candidata, que tinha como vice, Marcos Cintra.

Candidatura de Soraya tem contas suspeitas (Foto: Reprodução TSE)
Problemas
O MP Eleitoral identificou uma série de problemas da prestação de contas de Soraya. Um deles é que a candidatura recebeu R$ 2 milhões do União Brasil, que deveriam ser informados à Justiça Eleitoral em 72h. Porém, a informação só chegou depois da eleição. Também que a campanha deixou de informar R$ 1,2 milhão em receitas estimáveis na prestação de contas parcial e o valor só apareceu posteriormente.
No entanto, a situação mais grave envolvendo a chapa foi a contratação de uma empresa, a D22 Comunicação, para produção de programas eleitorais de rádio, TV e vídeos. Esta, por sua vez, subcontratou outras firmas e o TSE encontrou notas fiscais emitidas pelos subcontratados. Porém, não foram comprovados os pagamentos feitos a esses fornecedores.
O Ministério Público enfatiza que precisa dos dados do Coaf e pede que as cotas da candidatura sejam reprovadas; que sejam devolvidos R$ 4,8 milhões aos cofres públicos e o recolhimento de R$ 310,9 mil também ao erário.
O espaço está aberto para manifestação do União Brasil (partido pelo qual ela disputou a eleição presidencial) e da senadora Soraya Thronicke.









