Três ministros do governo Lula chegaram a Campo Grande na noite desta sexta-feira (30) para acompanhar as denúncias de violência e ameaças contra comunidades indígenas de Mato Grosso do Sul.
A comitiva é formada pelo ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena; pela ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello; e pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva. A deputada federal Sonia Guajajara (PSOL-SP) também acompanha a missão.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, integrantes da comitiva afirmaram que a viagem atende a uma determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“O compromisso do presidente Lula, do nosso governo, é garantir que todos esses atos de violência sejam apurados, investigados e que a gente consiga identificar as pessoas que participaram desses atos e garantir que elas sejam punidas”, declarou um dos integrantes.
A missão também conta com o apoio da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal.
“A determinação do presidente Lula é que o Estado brasileiro esteja aonde ocorrer qualquer violência. Vamos apurar concretamente e tranquilizar a todos”, destacou outro integrante da comitiva.
Entenda o caso
A vinda dos ministros ocorre após uma série de denúncias de violência e ameaças contra comunidades indígenas de Mato Grosso do Sul, registradas depois do segundo turno das eleições, realizado no domingo (25).
Um dos episódios de maior repercussão aconteceu em Tacuru, onde um servidor municipal foi acusado de sugerir, em um áudio, o envenenamento da água que abastece uma aldeia indígena. O funcionário foi afastado enquanto o caso é apurado.
Também em Tacuru, a casa de uma rezadeira indígena de 90 anos foi incendiada na quinta-feira (29). A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) denunciou o incêndio como criminoso.
Segundo a entidade, mais de 30 episódios de violência contra indígenas relacionados ao período eleitoral foram denunciados no Estado. A Polícia Federal foi acionada para investigar os relatos.







