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Política

Desistência de Simone prejudica planos do MDB, dispara Mochi

Para ele, Simone tinha 'forte musculatura política' por ser senadora

13 agosto 2018 - 11h10Por Rodson Willyams

O presidente da Assembleia Legislativa e membro do MDB, Junior Mochi, disse, nesta segunda-feira (13), que a desistência da senadora Simone Tebet pela disputa ao Governo do Estado prejudicou os planos do MDB no processo eleitoral.

"A desistência dela prejudica porque, em função do Senado, ela tinha uma musculatura política muito forte, o nosso candidato era o André [Puccinelli] e depois ela", disse Junior Mochi.

O deputado ainda reforçou que os partidos devem iniciar novas 'tratativas' quanto ao tema. "E nós ainda estamos em processo de discussão internamente. Mas na terça-feira (14) faremos uma reunião com os partidos", reforçou.

Ao ser questionado se o partido já pensa em um nome para a disputa, Mochi preferiu não comentar, informando apenas que qualquer nova posição deve acontecer ao longo desta semana.

Mochi confirmou que tanto Simone Tebet quanto o senador Waldemir Moka foram, nesta segunda-feira (13), para Brasília (DF) para tratar de outros compromissos.

Desistência

A senadora Simone Tebet (MDB) anunciou, na noite deste domingo (12), a desistência como pré-candidata ao Governo do Estado. A parlamentar alegou motivos pessoais, em razão da família, e indicou para o seu lugar o seu vice, o procurador de Justiça afastado Sérgio Harfouche (PSC).

"Assim, acatando ao apelo de meus familiares, renuncio, à minha candidatura ao Governo do Estado de Mato Grosso do Sul pelo MDB, mas reafirmo minha confiança na pujança e unidade do nosso partido e dos nossos aliados, para manter a viabilidade do nosso projeto político, que tem se mostrado, ao longo dos anos – e mesmo décadas –, como imprescindível para o desenvolvimento do nosso Estado", disse a senadora em nota.

Simone ainda lembrou que o MDB estava, até duas semanas atrás, com a sua campanha totalmente estruturada em torno do 'candidato natural' ao Governo do Estado, André Puccinelli. "Um quadro de instabilidade atingiu nosso partido aqui em Mato Grosso do Sul, com a (em nosso entendimento) intempestiva intervenção judiciária num processo eleitoral que, até então, vinha se desenvolvendo nos marcos da normalidade", afirmou a senadora.

Por fim, coloca a disposição o nome do promotor como principal nome para a disputa política. "se a opção for a escolha de um quadro partidário para ocupar a cabeça de chapa, quero lembrar o nome do companheiro Sérgio Harfouche, cuja competência e cujo compromisso com esse projeto não podem ser postos em causa".