Lei municipal que garante vaga nos bancos dos ônibus que ficam ao lado da janela para as mulheres não caiu bem para um morador de Campo Grande. Ao criticar a legislação, nesta terça-feira (26), ele destacou que todo mundo paga o passe e sugeriu até que o coletivo fosse dividido com uma grade para cada gênero.
''Inconsistente. Vejo inconsistência'', definiu o homem, que preferiu não se identificar. Ele diz que todos no coletivo pagaram um valor e têm o direito de ''um lugarzinho'' para sentar.
''Aí o homem senta primeiro, cansado do trabalho, e aí vem uma mulher e fala para ele: 'se retire daí porque o meu lugar é o da janela'', comentou.
Ao reforçar que a lei é inconsistente, ele destacou que o banco que fica para o lado do corredor deveria ser exclusivo para o sexo masculino.
''E se vem uma mulher e quer sentar do lado do corredor? Aí ele não vai querer levantar'', refletiu o anônimo.
Problemas
Na visão do denunciante, a nova norma serve apenas para escamotear o problema dos coletivos lotados. Porém, tem dúvidas se esse problema seria enfrentado pelos gestores públicos.
O passageiro passou da linha da crítica à lei para o deboche. Sugeriu que a prefeita faça uma mudança profunda na organização dos passageiros dentro dos coletivos.
''As mulheres entrariam pela frente e vão para um lado. E os homens entrariam por trás e ficariam do outro lado e uma grade no meio'', finalizou.








