A obra de contenção das margens do Córrego Anhanduí, em Campo Grande, teve o prazo prorrogado por mais 120 dias e agora tem previsão de conclusão até 7 de dezembro de 2026.
O aditivo do contrato foi assinado em 6 de agosto e publicado pela prefeitura e publicado no Diogrande desta quinta-feira (10). O contrato, firmado em agosto de 2024, integra um pacote de investimentos superior a R$ 20,9 milhões, que inclui a construção de muros de gabião, calçadas e recapeamento, sendo executado pela empresa HF Engenharia e Construção Ltda.
A obra prevê intervenções de infraestrutura para contenção das margens do Córrego Anhanduí, entre as ruas da Abolição e Bom Sucesso. Pelo novo aditivo, o prazo de execução, que terminaria em 10 de agosto, foi estendido até 7 de dezembro.
Medo de prejuízo
Enquanto a obra do Anhanduí segue estagnada com novo prazo, comerciantes próximos à Euler de Azevedo relatam preocupação com o reordenamento do trânsito previsto para o cruzamento com a Avenida Tamandaré.
Os lojistas temem que uma intervenção, inicialmente prevista para durar cerca de um ano, se prolongue e provoque queda no movimento dos estabelecimentos.
Uma comerciante que participou de reuniões sobre o projeto afirma que os lojistas não tiveram acesso a detalhes suficientes sobre a intervenção e temem ficar sem alternativas adequadas para o acesso aos estabelecimentos durante as obras.
“Para os comerciantes vai ser complicado. Vai perder muita venda, porque não vai poder parar carro”, relatou ao TopMídiaNews.
Segundo os comerciantes, o receio é que a intervenção na Euler de Azevedo repita problemas observados em outras obras viárias da cidade, como a demora na região da Avenida Ernesto Geisel com a Rua Bom Sucesso.
Segundo informações divulgadas pela Prefeitura, o reordenamento do cruzamento entre as avenidas Euler de Azevedo e Tamandaré tem investimento previsto de R$ 2,4 milhões.
O projeto inclui serviços de drenagem, pavimentação, melhorias estruturais e de acessibilidade, além de sinalização horizontal e vertical e implantação ou modernização do sistema semafórico.
A intervenção pretende melhorar o fluxo de veículos em uma região que registra congestionamentos, principalmente nos horários de pico.
Os comerciantes, porém, afirmam que ainda não receberam informações detalhadas sobre como será o acesso aos estabelecimentos durante a execução dos serviços ou quais medidas serão adotadas para reduzir os impactos no comércio.
A reportagem procurou a Prefeitura de Campo Grande para falar sobre o assunto, mas até a publicação desta matéria não teve retorno. O espaço segue aberto para manifestações futuras.








