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Política

Otávio Trad diz que MPE foi parcial e espera que órgão reconheça erro

01 junho 2016 - 14h48Por Diana Christie

Após ter o nome relacionado na denúncia da PGJ (Procuradoria-Geral de Justiça) como suspeito de cometer o crime de corrupção passiva durante o processo que culminou na cassação do prefeito Alcides Bernal (PP), o vereador Otávio Trad (PSB) divulgou nota de esclarecimento em sua defesa.

No texto, ele declara que o Ministério Público agiu com parcialidade e sem isenção durante as investigações da Operação Coffee Break, conduzidas pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). Afirma ainda que se antecipou às investigações, entregou eu telefone e abriu seu sigilo fiscal, financeiro e telefônico ao órgão.

Assim como o presidente da Câmara Municipal, vereador João Rocha (PSDB), Otávio Trad ainda destaca que não se arrepende de ter votado pela cassação porque mantém a convicção de que Alcides Bernal cometeu crime contra a administração pública. Confira a nota na íntegra:

Ontem fui surpreendido com a divulgação de que meu nome foi incluído em denúncia do Ministério Público no que se denomina de Operação Coffe Break.

Minha surpresa decorre do fato de que está havendo equívoco sério da parte do órgão acusador.

Votei pela cassação porque estava (e continuo) convencido de que Alcides Bernal violou a legislação vigente e desatendeu os preceitos legais da probidade.

Conheço bem o assunto, porque fui membro da CPI que levou à instauração do processo de cassação do mandato. Sou da área jurídica e sei compreender quando um chefe do executivo desrespeita suas obrigações legais. Não me arrependo do meu voto (basta ver o caos que virou Campo Grande, na administração atual).

Sempre me antecipei à investigação do Ministério Público. Prestei declarações. Entreguei celular. Forneci documentação bancária. Abri meu sigilo bancário, telefônico e fiscal. Tudo para colaborar, esperando que o órgão, no meu caso, tivesse uma atuação imparcial e isenta, compreendendo a importância do voto democrático que proferi na Câmara de Vereadores.

Não é o que aconteceu. Meus argumentos não foram considerados. As informações que prestei foram ignoradas. Fui envolvido em algo de que não participei.

Sou um jovem político que procura honrar a decência na política.

Esforçarei-me na defesa que logo apresentarei ao Judiciário, que saberá atuar com imparcialidade e independência, como é da sua tradição.

O que espero é que o órgão acusador, após todo esclarecimento, dê a mesma ampla divulgação ao fato novo, reconhecendo seu erro. E que também empregue o mesmo rigor no exame das condutas do prefeito de nossa cidade.

Continuo firme e vigilante às questões importantes de nossa cidade.

Otávio Trad