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quinta, 01 de outubro de 2020
Política

Ministra participa de reunião no STF para liberar R$ 500 milhões para combate a queimadas

Ela discute a petição de R$ 500 milhões do fundo bilionário da Petrobras

28 agosto 2019 - 12h00Por Rayani Santa Cruz

A ministra da Agricultura e Pecuária, Tereza Cristina, participa de reunião no Supremo Tribunal Federal (STF), depois do Governo Federal pedir que R$ 500 milhões do fundo bilionário da Petrobras sejam utilizados para combate às queimadas na Amazônia. A informação foi confirmada pela assessoria. 

Tereza está em reunião comandada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes desde o início da manhã desta quarta-feira (28). O encontro com representantes da PGR, Câmara, AGU, PGFN e Ministério da Economia acontece a portas fechadas. 

Atualmente, o fundo da Petrobras é de R$ 2,5 bilhões e está bloqueado em uma conta judicial. O valor é proveniente das operações da Lava Jato. O pedido do governo federal acontece posterior a primeira recusa de R$ 20 milhões do G7, ocorrida no início da semana. 

Ontem, Tereza Cristina participou de uma feira de avicultura em São Paulo, onde reafirmou o compromisso do país com a produção e relações exteriores. “O Brasil é uma grande potência de produção de alimentos e nós temos sustentabilidade a tudo aquilo que produzimos. O papel do Ministério da Agricultura é apoiar os empreendedores, para que vocês tenham toda a tranquilidade e facilidade para alcançar esses países. E também dar garantia aos países que importam do Brasil de que os serviços sanitários garantem a qualidade dos produto”.

Polêmica internacional

O país virou alvo de polêmicas devido a uma sequência de problemas como as queimadas na Amazônia e críticas do presidente Jair Bolsonaro (PSL) ao presidente da França Emmanuel Macron. 

Sobre o meio ambiente, Tereza afirmou, em coletiva de imprensa na segunda-feira (26), que todos os países sofrem com questões ambientais. 

“Que país não tem problema com meio ambiente? Ainda mais como a Amazônia gigantesca, que caberia 48 países da Europa. Como se nós tivéssemos que ter o controle absoluto, é muito difícil. E os recursos que são enviados nem sempre vão para aquilo que é necessário, acho que tem que ter fiscalização e colocar mais dinheiro para ajudar na preservação, mas não interferir na soberania do nosso país [se referindo a imposições do G7]”.

Para ela, foi exagero a repercussão internacional já que o problema existe há anos e não influencia no comércio e economia. “É um oportunismo dizer que isso tem relação com os produtos brasileiros. O Brasil tem preocupação com as queimadas, que acontecem todos anos, não ocorreram apenas em 2019”, afirmou. 

Ela ponderou que pode ser que tenha faltado diálogo do Governo Federal, quando começaram as críticas e que não acredita na necessidade de reflorestamento. “Eu acho que não é o caso, o Brasil tem 66% da sua vegetação nativa preservada, basta você, em alguns lugares onde for importante, deixar que a floresta se regenere”.

Ainda na coletiva a ministra deixou claro que toda a ajuda é bem-vinda, desde que o país tenha profunda soberania.  

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