O CONSEPACG (Conselho de Pastores de Campo Grande) informou que o pastor Douglas Alves Mandu, denunciado por estupro contra uma adolescente de 15 anos, solicitou seu afastamento das funções. Mandu também é servidor na gestão Adriane Lopes (PP) e já foi afastado de suas atividades do Executivo por 60 dias.
Por meio de um comunicado, o Conselho informou que o pedido foi apresentado de forma espontânea e apreciado em reunião regular do colegiado, sendo aceito em conformidade com os princípios que orientam a instituição. O CONSEPACG destacou que a medida visa apenas aguardar os esclarecimentos necessários sobre as denúncias envolvendo o pastor, sem que o conselho emita juízo de culpa ou inocência. “Cabe aos órgãos competentes a análise e julgamento dos fatos”, reforça a entidade.
O conselho reafirmou seu compromisso com os princípios bíblicos, a ética ministerial e a transparência, ressaltando a importância de manter a harmonia e a credibilidade ministerial, bem como o bom testemunho diante da sociedade e da comunidade cristã.

Em outra nota divulgada mais cedo, nas redes sociais, a diretoria informou que a igreja soube do caso pelas redes sociais na manhã desta segunda-feira (2) e que, imediatamente, seguiu os trâmites estabelecidos pelo estatuto da entidade. Foi reforçado que não havia registro de reclamações à diretoria sobre os fatos envolvendo o religioso.
"A ADMCG reafirma seu posicionamento de repúdio a qualquer forma de violência ou abuso, especialmente contra menores e pessoas vulneráveis", diz trecho do comunicado. Foi observado que foi adotado no ministério um protocolo de segurança, prevenção e proteção para crianças e adolescentes em todas as igrejas.
No trecho final, a igreja – mesma congregação da prefeita Adriane Lopes – manifestou solidariedade, apoio e proteção à vítima e aos familiares dela. Foi dito também que a ADMCG está disposta a colaborar com as autoridades competentes sobre o caso.
"Como defensores da vida e da dignidade humana, a igreja coloca-se ao lado da proteção dos vulneráveis, oferecendo suporte espiritual e humano neste momento difícil", reflete a direção da ADMCG.
Entenda o caso
A vítima, hoje com 21 anos, contou que o crime aconteceu durante suas férias escolares, em 2019. No boletim de ocorrência, ela explicou que estava na casa do irmão quando o suspeito chegou. Ao bater no imóvel, ele entrou imediatamente, empurrando a menor para um dos cômodos, onde consumou o estupro de maneira violenta.
Ainda em seu relato, ela explicou que, após o ato, Mandu saiu e retornou momentos depois com um comprimido, obrigando-a a ingerir. A vítima acredita que tenha tomado uma pílula do dia seguinte. A jovem, à época ainda adolescente, disse que era virgem e foi ameaçada de morte pelo pastor.
Consta no registro policial que o homem teria livre acesso à residência do parente da vítima por ser pastor da congregação que ele frequentava. Em um laudo médico, encaminhado para o site Nova Lima News, ficou comprovado que ela desenvolveu diversos problemas psicológicos devido ao crime, precisando de acompanhamento para tratamento dos danos emocionais.
Os fatos foram denunciados à DEAM (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) em fevereiro de 2026, cerca de sete anos depois do crime.








