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Pesquisa Itop: maioria dos campo-grandenses reprova reforma proposta por Bolsonaro

62% dos entrevistados acham que é necessária uma reforma da Previdência; 32%, não

22 MAI 2019
Celso Bejarano, de Brasília
09h30min
Presidente anda com a moral em baixa na capital de MS Foto: André de Abreu

Maioria dos entrevistados pelo Itop (Instituto TopMidia de Pesquisa), levantamento feito com eleitores e moradores de Campo Grande, reprova partes da reforma da Previdência proposta pelo presidente. A pesquisa de opinião pública foi feita entre dias 7 e 10 de maio com 600 pessoas com idades acima de 16 anos e que residem em sete regiões distintas da cidade.

De acordo com a sondagem do Itop, 51% dos ouvidos pelos pesquisadores disseram não “concordar” e não “apoiar” a reforma. Ainda conforme a apuração, 23% dos 51% que não querem a proposta de Bolsonaro, afirmaram que “consideram que alguma reforma seja necessária”.

O raciocínio dos campo-grandenses se assemelha ao da bancada federal (8 deputados federais e 3 senadores). Quase todos os parlamentares de MS que atuam em Brasília também querem uma reforma, mas já anunciaram que, sem modificações, o projeto não passa no Congresso Nacional.

Pela pesquisa, 44% dos ouvidos pelos pesquisadores Itop disseram que concordam ou apoiam a reforma, no entanto, quase a metade deles (21%) “divergem parcialmente do texto”.

O levantamento revela ainda que 5% dos entrevistados ainda não “sabem ou não quiseram responder” à questão.

A sondagem do Itop certificou também que “no total geral, para 62% dos entrevistados é necessária uma reforma da Previdência e 32% acham não ser necessária”.

Ainda de acordo com as especificações técnicas da pesquisa Itop, “o objetivo principal desse projeto é conhecer a avaliação que a população de Campo Grande faz em relação ao governo federal até o momento, bem como levantar a satisfação e as expectativas dos próximos meses do governo Jair Bolsonaro e o grau de conhecimento da população em relação aos seus projetos e suas ações e de seus ministros”.

A margem de erro máxima do levantamento é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos dentro de um nível de confiança de 95% sobre os resultados.

MUDANÇAS

Pelo debatido de fevereiro até agora pelos parlamentares, em Brasília, para aprovar a reforma, Bolsonaro teria que concordar em mexer, por exemplo, no texto que trata da aposentadoria rural, no BPC, o conhecido Benefício de Prestação Continuada, salários melhores aos professores com idades para aposentadoria,

O projeto já passou pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados e seguiu para uma Comissão Especial também da Câmara para ser examinado. Depois, a ideia será levada para o Plenário, onde será votada pelos 513 deputados federais. Se passar, a proposta vai para o Senado, onde também será analisada.

 

 

 

 

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