Prefeitura de Campo Grande publicou, nesta terça-feira (6), reconhecimento de dívida de R$ 2,8 milhões com a Produserv. A terceirizada foi denunciada pelo Conselho Municipal de Saúde por serviço precário na limpeza de postos de saúde da Capital.
O contrato com a Produserv começou em 2020 e se encerrou, mas a terceirizada continuou prestando serviços, mesmo sem a cobertura e segurança de um contrato. O montante devido é pelos mês de agosto.
Ainda conforme o Diário Oficial, há uma sindicância e processo administrativo que apuram a atuação da empresa após o contrato finalizar.

Produserv recebeu R$ 36 milhões em seis anos (Foto: Equipe André Luis)
Precário
O Conselho Municipal de Saúde denunciou a Produserv, no início do ano, por prestação precária de serviços nas unidades de saúde da Capital. A empresa tinha diversas atribuições, como limpeza e conservação das unidades de saúde; limpeza de centros de referência da Sesau; limpeza de viaturas usadas no transporte de pacientes, controle de pragas, desinsetização e combate a cupins e ratos, além da higienização de caixas d’água.
O principal alerta do CMS foi o déficit de mão de obra: em 78 unidades vistoriadas, foram encontrados 108 profissionais, enquanto a necessidade mínima estimada seria de 189 — diferença de 83 trabalhadores.
Além da falta de pessoal, o relatório registra problemas com insumos, equipamentos, manutenção, limpeza e cumprimento de rotinas. Também foram colhidos relatos de trabalhadores sobre atrasos em salários, vale-alimentação e vale-transporte, além de funcionários que afirmaram estar há anos sem tirar férias.
Outro ponto considerado preocupante é que, mesmo diante das falhas apontadas, os pagamentos à Produserv aparentavam estar regulares. O relatório ainda resgata denúncias trabalhistas anteriores contra a empresa, apresentadas na Câmara Municipal, ainda em 2025.








