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Política

há 47 minutos

Prefeitura rompe com empreiteira pivô de fraude no tapa-buraco e retém R$ 1 milhão

Empresa mudou de nome e Município omitiu motivo do fim do pacto

Prefeitura de Campo Grande anunciou que rompeu contrato com a empresa Força Engenharia LTDA, antiga Construtora Rial, suspeita de fraudes em contratos para o tapa-buraco em Campo Grande. O saldo devedor à empresa, no entanto, ficou retido pela administração municipal. 

A publicação consta em Diário Oficial do Município desta terça-feira (28). A prefeitura omitiu o motivo exato do rompimento unilateral, apenas observou que seria por "razões de interesse público de alta relevância e amplo conhecimento’’. A decisão sugere que a medida é fruto das investigações da Operação Buraco sem Fim, do Gaeco, que revelou fraudes milionárias. 

A Força Engenharia detinha o contrato 02, de 2026, e deveria prestar os serviços de manutenção do pavimento asfáltico; tapa-buracos; recomposição da capa asfáltica e reconstrução da estrutura do pavimento na região urbana do Bandeira, lote 02.  

Na decisão, consta que o valor de R$ 1,01 milhão a ser pago à empresa, referentes às medições e aos reajustes das competências de abril e maio de 2026, fica retido para auditoria e conferência documental na prefeitura. 

A publicação em diário não traz qual empresa ficará responsável pelo serviço e se há prejuízo ao contribuinte com o encerramento do pacto. 

Operação 

Segundo o MPMS, a investigação identificou indícios da existência de uma organização criminosa responsável por fraudar medições de serviços de manutenção viária para viabilizar pagamentos indevidos com recursos públicos.

As apurações que citam a Rial apontam que serviços pagos pela administração municipal não corresponderiam ao que efetivamente foi executado, o que teria provocado desvios de dinheiro público, enriquecimento ilícito dos investigados e prejuízos à qualidade das vias urbanas da Capital.

À época da investida policial, sete mandados de prisão preventiva e dez mandados de busca e apreensão foram cumpridos. Investigadores encontraram ao menos R$ 429 mil em dinheiro vivo em endereços ligados aos alvos da operação.

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