Estimativas para a Previdência Municipal de Campo Grande são as piores para os próximos anos. Já há déficit estimado em R$ 121 milhões em 2026 e pode comprometer a aposentadoria de futuros servidores.
Dados do Regime Próprio de Previdência dos Servidores, o RPPS, foram divulgados nesta quarta-feira (4), em edição extra do Diário Oficial do Município. Os números detalham as despesas e receitas do regime; das contribuições dos servidores e patronais, do ano de 2025.
Conforme apurado, periodicamente é feito a chamada ‘’Projeção Autarial do Regime Próprio de Previdência dos Servidores (fundo em capitalização). O estudo técnico em questão e feito para longo prazo e prevê receitas e despesas com aposentadorias e pensões futuras dos servidores.
Ainda segundo a projeção, o objetivo é avaliar a sustentabilidade financeira, comparando rendimentos e despesas a fim de constatar se o plano é deficitário ou superavitário. Foi repassado que o déficit previsto para 2026 chega a casa de R$ 121.365.086,82. Como o estudo é feito a longuíssimo prazo, o buraco financeiro pode extrapolar a casa dos bilhões nas próximas décadas.
Na mesma projeção, é estimado um rombo de R$ 12 bilhões para 2099. O prazo parece longo, mas gera preocupação para os atuais e servidores municipais. É como se fosse uma ''bomba-relógio'' a explodir em algumas décadas.
Atual
Em 2025, as receitas com a previdência somaram R$ 566.863.074,52 no ano passado. Já as despesas pagas somaram, conforme a divulgação no Diogrande, R$ 659.879.422,14. Com as estimativas negativas, o Tesouro Municipal é obrigago a - de tempos em tempos - fazer aportes extraordinários para que o regime não fique deficitário.









