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Política

Delação: Puccinelli e Giroto tinham acordo com ministro para desviar dinheiro de obras

Delação

15 março 2016 - 15h16Por Airton Raes

Em delação premiada, o senador Delcídio do Amaral citou o ex-governador André Puccinelli e o ex-deputado federal e ex-secretário de obras, Edson Giroto. Eles teriam participado de suposto esquema de desvio de recursos, que resultou a Operação Lama Asfáltica em Mato Grosso do Sul.

De acordo como documento homologado pelo STF (Supremo Tribunal Federal), “Delcidio do Amaral tem conhecimento de que através de um 'jogo combinado' entre o então Ministro dos Transportes Alfredo Nascimento, o ex-governador André Puccinelli, e seu secretário Edson Giroto, foi realizado um "acordo" ilícito a fim de promover uma descentralização de todos os investimentos federais no estado, de forma a facilitar a arrecadação de propinas”.

O senador explicou que essa propina arrecadada era repassada ao PR e ao PMDB, através do ex-ministro e que “essa operação ilícita serviu para irrigar de forma espúria as campanhas eleitorais do PR e do PMDB no Mato Grosso do Sul e do PR Nacional”.

Delcídio afirmou que tomou conhecimento do esquema pelo próprio Edson Giroto, que também disse que o esquema só foi descoberto em alguns pontos. “Entretanto, já foi grande o suficiente para que Ministério Público e a Policia Federal implementassem a Operação Lama Asfáltica". Também enfatizou que a investigação está enfrentando dificuldades em avançar.

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Teori Zavascki,  homologou nesta terça-feira  a delação premiada do senador Delcídio do Amaral contendo diversas denúncias de corrupção e desvio de recursos públicos.

Lama Asfáltica foi a denominação da operação que investiga uma organização criminosa que teria fraudado diversas licitações em obras públicas de Mato Grosso do Sul, estima prejuízos de R$ 11 milhões aos cofres públicos sobre o montante fiscalizado, que soma R$ 45 milhões.

Dentre as ações do suposto grupo criminoso consta o direcionamento de licitações a empresários ligados à organização, os quais recebiam valores supostamente superfaturados e repassavam parte dos lucros a servidores coniventes envolvidos. Também foram identificadas vultosas doações para campanhas de políticos.

                                              

O nome da operação faz referência a um dos insumos utilizados em obras com indícios de serem superfaturadas identificadas durante as investigações.