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Política

há 1 mês

Rafael Tavares sobre Bolsonaro na Papudinha: 'Isso não é justiça, é vingança'

Vereador de Campo Grande, Tavares, afirma que ex-presidente está pagando por um crime que não cometeu e critica a decisão de Alexandre de Moraes

O vereador de Campo Grande, Rafael Tavares (PL), se manifestou nesta quinta-feira (15) sobre a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de transferir o ex-presidente Jair Bolsonaro para a Sala de Estado-Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecida popularmente como “Papudinha”.

Para alguns aliados do ex-presidente, a transferência seria positiva, já que o local é considerado mais espaçoso, silencioso e conta com atendimento médico 24 horas. No entanto, eles não enxergam a mudança como uma vitória. Segundo esses apoiadores, Bolsonaro não teria cometido crimes e, diante de problemas de saúde enfrentados pelo ex-presidente, ele deveria cumprir a pena em casa.

“Isso não é justiça, é vingança. Bolsonaro está pagando por um crime que não cometeu”, afirmou Rafael Tavares ao comentar a decisão de Moraes.

A transferência ocorre em meio a debates sobre as condições de detenção de Bolsonaro, que desde sua prisão tem sido acompanhada de perto por aliados e pelo público em geral.

Motivações para a decisão
Na decisão, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que o sistema prisional brasileiro enfrenta, há anos, um cenário de elevada população encarcerada e déficit estrutural de vagas, o que resulta em índices persistentes de superlotação e péssimas condições estruturais, especialmente no regime fechado.

O ministro usou dados do sistema de Informações Penitenciárias (Infopen), divulgado pela Secretaria Nacional de Políticas Penais, órgão vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, que apontam 941.752 pessoas sob custódia penal no primeiro semestre de 2025.

Moraes frisou que a realidade do sistema carcerário brasileiro revela, ainda, que, historicamente, a execução da pena privativa de liberdade não ocorre de maneira uniforme para todos os indivíduos submetidos ao regime fechado, pois a maioria das pessoas privadas de liberdade enfrenta estabelecimentos marcados por superlotação, precariedade estrutural e restrição severa de direitos básicos.

O ministro, no entanto, ressaltou que Bolsonaro, por ser ex-presidente, estava em cela especial, na Sala de Estado Maior da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal. Condição diferente de todos os demais réus condenados à penas privativas de liberdade pelo atentado contra o Estado Democrático de Direito e tentativa de golpe de Estado ocorrida em 8 de janeiro de 2023, dos quais 145 réus estão presos, sendo 131 presos definitivos.

Ainda assim, diversas reclamações chegaram ao STF acerca da cela onde Bolsonaro estava até esta quinta-feira (15/1). Moraes listou todas as reclamações da defesa e afirmou que, mesmo diante da cela especial, a prisão não é “uma colônia de férias”.

“As medias não transformam o cumprimento definitivo da pena de Jair Bolsonaro, condenado pela liderança da organização criminosa na execução dos gravíssimos crimes praticados contra o Estado Democrático de Direito e suas Instituições, em uma estadia hoteleira ou em uma colônia de férias, como erroneamente várias das manifestações anteriormente descritas parecem exigir, ao comparar a Sala de Estado-Maior a um ‘cativeiro’, ao apresentar reclamações do ‘tamanho das dependências’, do ‘banho de sol’, do ‘ar-condicionado’, do ‘horário de visitas’, ao se desconfiar da ‘origem da comida’ fornecida pela Polícia Federal, e, ao exigir a troca da ‘televisão por uma SMART TV’, para, inclusive, ‘ter acesso ao YOUTUBE'”, diz Moraes.

(Com informações Metrópoles, parceiro do TopMidianews)

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