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domingo, 27 de setembro de 2020
Política

“Redução de acidentes ou indústria de multas?”, questiona vereador sobre novos radares

Parlamentar solicitou um estudo comparativo entre 2015-2016, período de operação dos equipamentos, e de 2017 a 2018, sem os radares

27 março 2019 - 12h41Por Redação

Após quase dois anos desativados por falta de contrato entre a Prefeitura de Campo Grande e uma empresa responsável pela instalação e manutenção, os radares voltaram a funcionar, agora, em maior quantidade e em novos locais.

Preocupado com a eficácia dos equipamentos que visam multar motoristas infratores, além de reduzir acidentes de trânsito, o vereador Dr. Cury (SD) questionou a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) sobre eficácia e eficiência dos equipamentos.

No requerimento de informações encaminhado ao órgão, o parlamentar solicitou um estudo comparativo entre 2015-2016, período de operação dos equipamentos, e de 2017 a 2018, período em que os radares ficaram inoperantes na Capital. Os dados, de acordo com o documento, devem ser detalhado, contendo a quantidade de multas por excesso de velocidade, bem como o número de acidentes ocorridos entre as 6h e 22h e entre as 22h e 6h da manhã.

“Será que esses radares instalados em diversos pontos da cidade são suficientes para coibir acidentes de trânsito ou os novos equipamentos foram instalados apenas para arrecadar para o Estado. Essa é uma informação muito importante”, pontuou o vereador.

Na justificativa do requerimento, Dr. Cury citou o exemplo de um radar instalado na Avenida Mato Grosso, em frete ao Hospital da Unimed. “É um radar totalmente escondido entre as folhagens de uma árvore, sem sinalização visível, passando assim despercebido pelos condutores que, muitas vezes, no anseio de adentrar ao hospital tendem a acelerar, como é o caso de ambulâncias ou carros com pacientes em estado grave”, falou, ressaltando que os “equipamentos de multa” não substituem o agente de trânsito e a polícia militar.

Os novos equipamentos estão e funcionamento desde dezembro passado (2018), sendo três tipos diferentes: os radares, que fiscalizam a velocidade com limite de 50 km por hora; a lombada eletrônica, que também fiscaliza velocidade, só que com limite de 30 km por hora e o equipamento misto, que fiscaliza o avanço de sinal vermelho, a parada sobre faixa, velocidade, conversão e retorno proibidos estão em operação.

Projeto de Lei

Certo de que os radares não resolvem os problemas de infrações e tão menos diminuem significativamente o número de acidentes de trânsito, o vereador DR. Cury apresentou projeto de lei que proíbe a instalação de novos radares, bem como a fiscalização dos mesmos e determina ainda a retirada dos equipamentos já instalados em Campo Grande.

Pela proposta, a fiscalização será de responsabilidade da Polícia Militar e dos Agentes de Trânsito.

“No início, a implantação desse tipo de fiscalização funcionou muito bem, mas com o passar dos anos, ficou evidente a intenção lucrativa e com isso, infelizmente, a população é prejudicada”, comentou o vereador, destacando que os radares só funcionam com eficácia e eficiência até um metro após a passagem dos veículos.

O parlamentar ressaltou que em outras cidades brasileiras, como Itaquaquecetuba (São Paulo), por exemplo, a redução de morte por acidentes no trânsito entre 2015 e 2017 foi de apenas 18%. “Estamos citando o exemplo da cidade que mais conseguiu diminuir as mortes no período e mesmo assim é um número muito baixo. Aqui em Campo Grande não é diferente. É preciso fiscalizar sim, mas não é dessa forma, onerando a população”, defendeu o autor do projeto de lei.

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