O candidato ao Senado por Mato Grosso do Sul Reinaldo Azambuja (PL) chegou para votar por volta das 8h50 deste domingo (4), na Escola Estadual Lúcia Martins Coelho, em Campo Grande. O candidato chegou cerca de 20 minutos depois do horário previsto, em meio à chuva que atingiu a Capital durante a manhã.
Azambuja afirmou que a formação da aliança que reúne partidos de centro-direita foi uma estratégia construída durante a campanha e destacou a possibilidade de ele e Capitão Contar, também do PL, serem eleitos para as duas vagas de senador em disputa em Mato Grosso do Sul.
Segundo o candidato, a articulação teve como prioridade a reeleição do governador Eduardo Riedel (PP) e a eleição dos dois nomes ao Senado.
“Desde a nossa estratégia de ir ao PL, organizar o time, fortalecer a aliança e agregar esses partidos aliados, principalmente na prioridade número um, que é a reeleição do governador Eduardo Riedel e a eleição dos dois senadores, acho que é uma estratégia importante”, afirmou.
Azambuja disse ainda que a composição política reuniu partidos em torno de um campo de centro-direita e afirmou que a estratégia deixou a esquerda isolada no processo eleitoral.
“Todos num campo de centro-direita, praticamente juntos, isolando a esquerda. E acho que isso tem tudo para dar certo”, declarou.
O candidato também afirmou que, caso eleito, pretende atuar no Senado em pautas relacionadas à infraestrutura de Mato Grosso do Sul. Entre as prioridades citadas estão a retomada da ferrovia, a hidrovia do Rio Paraguai e mudanças na área da saúde pública.
“Nós precisamos acelerar a retomada da ferrovia que foi abandonada, nós precisamos organizar essa questão da hidrovia do Rio Paraguai, nós precisamos organizar o fortalecimento da saúde pública através do reajuste da tabela SUS”, disse.
Azambuja também criticou a reforma tributária aprovada pelo Congresso e afirmou que pretende discutir, no Senado, as leis complementares e a regulamentação do novo sistema. Para ele, o modelo atual pode prejudicar Mato Grosso do Sul.
“Do jeito que está, ela é prejudicial ao Mato Grosso do Sul e tudo que for prejudicial ao nosso estado com certeza não terá o meu apoio”, afirmou.
Críticas ao Judiciário
Durante a entrevista, o candidato também fez críticas à atuação do Poder Judiciário e afirmou que pretende discutir mudanças nas regras eleitorais caso seja eleito.
Azambuja classificou como excessiva a atuação da Justiça Eleitoral em algumas regras para a campanha e citou restrições relacionadas a visitas a empresas e uso de bandeiras.
“Você não pode legislar por resoluções. Acho que se a lei existe, ela existe para ser cumprida para todos”, declarou.
Ele também defendeu mudanças nas regras políticas e disse ser favorável ao fim da reeleição para cargos do Executivo, afirmando que já havia apoiado a proposta quando era deputado federal.
Expectativa para a eleição
Azambuja afirmou estar confiante em relação ao resultado das urnas e disse que aguardaria a apuração para confirmar o desempenho das candidaturas.
Sobre a eleição presidencial, declarou acreditar que seu candidato chegaria em primeiro lugar no primeiro turno. A afirmação foi apresentada como uma expectativa do próprio candidato.
Ao falar sobre a campanha em Mato Grosso do Sul, Azambuja avaliou que o grupo político chega ao dia da votação com sentimento de dever cumprido.
“Eu acho que o trabalho que a gente realizou nesses oito anos meu e agora três anos e dez meses praticamente do Eduardo Riedel foi um trabalho que mudou o Mato Grosso do Sul”, afirmou.
Em Mato Grosso do Sul, a votação ocorre das 7h às 16h no horário local neste domingo. O estado tem 2.024.884 eleitores aptos a votar nas eleições de 2026.







