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Política

há 45 minutos

Renato Gomes defende corte de R$ 5 bilhões em gastos e auditoria presencial na saúde (vídeo)

Candidato do DC ao governo estadual detalhou propostas de gestão, investimentos em infraestrutura e redução de tarifas durante sabatina

O candidato ao governo estadual pelo DC (Democracia Cristã), economista Renato Gomes, detalhou propostas de reestruturação orçamentária, auditorias na saúde e corte de gastos públicos na manhã deste sábado (26), durante sabatina transmitida pelo TopMídiaNews.

Aos 40 anos, nascido em Campo Grande e com histórico de atuação em bancos e assessoria contábil, Gomes afirmou que decidiu disputar a sucessão estadual motivado pela indignação com a carga tributária e casos de corrupção. Segundo informações apresentadas pelo candidato, o atendimento prévio a 300 empresas serviu como base para a montagem de seu plano administrativo.

Ele explicou que a escolha partidária decorreu da autonomia garantida pelo dirigente Edilson Vieira. "Foi o único partido em que eu teria a independência de defender as minhas pautas e, acima de tudo, defender as minhas posições contra aquilo que eu acho de errado e de grave nesse governo", pontuou.

A área da saúde recebeu ênfase com o plano de resgate à dignidade humana, desenhado para os primeiros cem dias de mandato. A proposta prevê a atuação física do chefe do Executivo nos hospitais públicos. Gomes prometeu fiscalizar pessoalmente os processos de compras e distribuição de insumos no Hospital Regional e acompanhar a rotina da Santa Casa.

"É o olho do dono que engorda o rebanho, é a barriga do dono da padaria na mesa que faz com que ela vá para frente, o que a gente não vê nesse governo", afirmou. Na visão do candidato, a ausência de auditorias eficazes e desvios de recursos geraram sobrecarga nas unidades da Capital e desabastecimento de remédios básicos, como dipirona e fitas de glicose.

Para desafogar os grandes centros médicos, o projeto dele busca estruturar hospitais do interior em cidades como Ponta Porã, Dourados e Coxim. Gomes declarou que manterá diálogo permanente com os prefeitos para assegurar dotação orçamentária aos postos de atendimento, exigindo comprovação rigorosa das despesas.

O planejamento do candidato inclui a realização de concursos públicos para médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem. Em relação à acessibilidade de PCD (Pessoas com Deficiência), proposta elaborada em parceria com o candidato a deputado estadual Rafael Scapulatempo, o economista defendeu a adaptação de prédios públicos, banheiros, ruas e frotas de transporte coletivo.

O financiamento das ações dependerá de uma readequação no orçamento de R$ 27 bilhões do Estado. O plano, conforme Renato, prevê economizar até R$ 5 bilhões por meio da eliminação de R$ 2 bilhões em supersalários, enxugamento de R$ 1 bilhão em estruturas da Segov e da área administrativa, revisão de R$ 1 bilhão em pagamentos extraordinários de auditores fiscais da Fazenda e reavaliação de renúncias fiscais. O candidato sustentou que esses recursos devem alimentar diretamente os serviços essenciais nos 79 municípios, sem imposição de alianças eleitorais.

Na economia e logística, a meta é elevar a fatia de investimentos estaduais de 12% para 20%, reduzindo o custeio operacional da máquina pública para a faixa de 80% com o uso de tecnologia em delegacias e hospitais. Gomes criticou os desvios investigados na Agesul e defendeu a autonomia energética por meio de usinas solares, biomassa, queima de resíduos e projetos hidrelétricos. O programa contempla ainda a fiscalização rigorosa de concessionárias de rodovias, prevendo ações judiciais para retomada de estradas com serviços deficientes e redução nos custos de pedágios.

No encerramento da sabatina, o candidato elencou medidas voltadas ao custo de vida da população. Entre as diretrizes estão o combate ao monopólio da Energisa com fomento a cooperativas, autorização para perfuração de poços artesianos dentro de normas sanitárias e criação de mecanismos de restituição sobre tributos de combustíveis e gás de cozinha. O plano abrange políticas agrícolas de segurança alimentar para baratear a cesta básica e a criação do Banco do Governo do Estado, voltado para renegociar cerca de R$ 9 bilhões em dívidas acumuladas por servidores públicos.

 

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