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Ritmo de votação é menor no 2º turno no colégio eleitoral com maior número de eleitores

Dessa vez, campo-grandenses não ‘madrugaram’ para registrar o voto que define o novo comando da prefeitura de Campo Grande

30 OUT 2016
Amanda Amaral
09h20min
Foto: André de Abreu

Diferente da movimentação registrada no dia 2 de outubro, quando aconteceu o primeiro turno das eleições, a fila que se formou em frente à maior zona eleitoral de Campo Grande, a Escola Teotônio Vilela, no bairro Universitário II, não impressionou tanto. Antes dos portões se abrirem, às 8h, para que as 6.956 votantes no local pudessem registrar suas escolhas nas urnas neste domingo (30), a fila que se formou era equivalente à metade da registrada no início do mês.

Ainda assim, o fluxo de eleitores era constante e até mesmo um trecho da Avenida Souza Lima, onde fica a escola, foi interditada para evitar tumulto. Parte do comércio da região também estava de portas abertas, aproveitando a circulação de pessoas que deve se manter até o final do dia.

Um dos primeiros eleitores a chegar, Paulo Jorge Cunha, 68 anos, conta que decidiu ir votar ainda no início da manhã, pois ainda tem um longo dia de trabalho como açougueiro pela frente. “É melhor chegar cedo porque é rápido, domingo o pessoal costuma acordar mais tarde aí vem ‘debandado’, né?”, ri o idoso.

A expectativa quanto à política, contudo, não foi uma motivação neste ano. “Andamos muito descrentes com esses políticos, nos últimos anos a situação piorou demais, não dá gosto de votar. Espero que melhore, claro, mas na verdade nós só vamos conhecer quem for eleito depois que ele ou ela estiver lá no poder, durante a campanha todo mundo é ‘bonzinho’, uma pena”, lamenta Paulo.

A vendedora Zuleide da Silva, de 57 anos, também tem pouca esperança quanto à mudança, mas disse que não era uma opção deixar de exercer sua cidadania no voto. “Tem que vir, fazer a nossa parte. No meu bairro, o Bálsamo, por exemplo, precisa há anos trocar aquele pedregulho todo por asfalto. Precisamos escolher bem em quem votar porque pagamos nosso imposto, não é justo ficar desse jeito que está”, diz a eleitora.

Mesmo de muletas, Josias de Araújo, 60 anos e morador antigo da região, conta que registrou seu voto ‘rapidinho’ e disse ‘ter fé’ na administração da Capital a partir do próximo ano. “Eu sou positivo. Muita coisa precisa melhorar, saúde, segurança, asfalto, o próximo prefeito tem que enxergar isso”, disse.

A votação segue até as 17h deste domingo. Confira o que você precisa saber para votar neste domingo, clicando aqui.

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