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Senadores de MS votaram a favor da cassação de Dilma Rousseff

Simone, Moka e Pedro Chaves fazem parte da lista de 61 votos no Senado

31 AGO 2016
Dany Nascimento
14h41min
Foto: TopMídianews

Os três senadores de Mato Grosso do Sul, Simone Tebet (PMDB), Waldemir Moka (PMDB) e Pedro Chves (PSC) votaram a favor do impeachment da Presidente Dilma Roussedd (PT) e estão entre os que aplaudiram a decisão do Senado, com 61 votos a 20. A posse de Michel Temer, que estava como presidente interino do país deve ocorrer ainda nesta quarta-feira (31).

O resultado foi proclamado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, que comandou o julgamento do processo no Senado, iniciado na última quinta-feira (25). 

O primeiro governo afastado pelo impeachment no Brasil foi Fernando Collor, primeiro presidente eleito por voto direto após a ditadura militar, em 1992. A petista entra na história como a segunda presidente a perder o mandato com o mesmo tipo de processo.

A presidente cassada garantiu que após o resultado conversaria com a imprensa. Os senadores aliados de Dilma seguem para o Palácio da Alvorada para acompanhar o pronunciamento da petista. O Senado vota ainda, se Dillma ficará inabilitada para a função pública.

Julgamento

A fase final de julgamento começou na última quinta-feira (25) e se arrastou até hoje com a manifestação da própria representada, além da fala de senadores, testemunhas e dos advogados das duas partes. Nesse último dia, o ministro Ricardo Lewandowski leu um relatório resumido elencando provas e os principais argumentos apresentados ao longo do processo pela acusação e defesa. Quatro senadores escolhidos por cada um dos lados – Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP), pela defesa, e Ronaldo Caiado (DEM-GO) e Ana Amélia (PP-RS), pela acusação – encaminharam a votação que ocorreu de forma nominal, em painel eletrônico.

Histórico

O processo de impeachment começou a tramitar no início de dezembro de 2015, quando o então presidente da Câmara dos Deputados e um dos maiores adversários políticos de Dilma, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), aceitou a peça apresentada pelos advogados Miguel Reale Jr., Janaína Paschoal e Hélio Bicudo.

No pedido, os três autores acusaram Dilma de ter cometido crime de responsabilidade fiscal e elencaram fatos de anos anteriores, mas o processo teve andamento apenas com as denúncias relativas a 2015. Na Câmara, a admissibilidade do processo foi aprovada em abril e enviado ao Senado, onde foi analisada por uma comissão especia, onde foi aprovado relatório do senador Antonio Anastasia (PMDB-MG) a favor do afastamento definitivo da presidenta.

Entre as acusações as quais Dilma foi julgada estavam a edição de três decretos de crédito suplementares sem a autorização do Legislativo e em desacordo com a meta fiscal que vigorava na época, e as operações que ficaram conhecidas como pedaladas fiscais, que tratavam-se de atrasos no repasse de recursos do Tesouro aos bancos públicos responsáveis pelo pagamento de benefícios sociais, como o Plano Safra.

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