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Política

26/09/2018 07:00

Se condenado, sentença contra Puccinelli pode chegar a quase meio século

Ex-governador, preso de julho passado, é acusado por corrupção, lavagem de dinheiro, desvio de recurso e fraude em licitação

Dono de apreciável currículo político, principiado como secretário estadual de Saúde, em 1983, e concluído em dezembro de 2014, período de ininterruptos 31 anos de magnificente carreira pública, como governador de Mato Grosso do Sul, o médico André Puccinelli (MDB), 70 anos completados em julho passado, martiriza-se uma melindrosa avalanche que cerca sua vida. 

Encarcerado há mais de 60 dias, Puccinelli, se acatado logo a apelação por sua liberdade, que corre no STJ (Superior Tribunal de Justiça), deve  enfrentar daqui em diante a rotina de audiências judiciais que podem arruiná-lo ainda mais. É que pelos crimes denunciados contra ele pode ser sentenciado a uma prisão que duraria por meio século.

É certo que ele não cumpriria a sentença total por contar com benefícios concedidos a réus com idade superior a 70 anos e, no Brasil, a condenação máxima contra uma pessoa não pode superar a casa dos 30 anos.

Até janeiro deste ano, a 3ª Vara Federal, em Campo Grande, já havia aceitado a quarta denúncia produzida pelo MPF (Ministério Público Federal). A partir daí, o ex-governador virou réu e pode ser condenado pelos crimes supostamente praticados em suas gestões (2007-2014).

Puccinelli, segundo a Polícia Federal, teria cometido lavagem de dinheiro (pena máxima 10 anos), fraude em licitação (até 5 anos), desvio de recurso público (até 12 anos), corrupção (até 12 anos) e superfaturamento de obras.

Já no fim da década de 1990, Puccinelli poderia ter enfrentado processos judiciais por enriquecimento ilícito, denúncia também do MPF. No entanto, para tocar o processo em diante a Assembleia Legislativa de MS protegeu o ex-governador e não deu aval as cortes superiores para investigá-lo.

André Puccielli encrencou-se com a justiça desde julho de 2013, quando a Polícia Federal deflagrou a Lama Asfáltica, operação da PF que revelou o suposto esquema de corrução instalado na então gestão do ex-governador.

Ele nasceu na Itália e veio para o Brasil ainda pequeno. Formou-se médico no Paraná e, em 1973 e, as 25 anos, mudou-se para Fátima do Sul, onde trabalhou no hospital da cidade. 

Puccinelli foi secretário estadual da Saúde (entre 1983 e 1985), deputado estadual por dois mandatos (de 1987 a 1991 e de 1991 a 1995) e deputado federal (de 1995 a 1996) até ser eleito prefeito de Campo Grande, em 1996, ao vencer disputa direta com Zeca do PT que, dois anos depois elegeu-se governador de MS.

Reeleito prefeito em 2000, Puccinelli disputou e venceu em 2--6 a eleição para o governo, quando vencera o ex-senador Delcídio do Amaral. Quatro anos depois, o emedebista foi reeleito.

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