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domingo, 28 de fevereiro de 2021
Política

Simone critica Bolsonaro e o atraso das vacinas, mas arremata: 'não há chances de impeachment'

A candidata à presidência do Senado Federal acha que a discussão não prospera no Congresso

25 janeiro 2021 - 14h47Por Rayani Santa Cruz

Em entrevista ao Estadão, a senadora Simone Tebet (MDB-MS), candidata à presidência do Senado, avalia que não há clima político para um processo de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro.

Ela afirma que apesar da apreensão nas ruas com o atraso na vacinação contra a covid-19, a parlamentar não vê hoje ambiente para o Congresso afastar o chefe do Executivo.

"Um processo de impeachment, antes de ser jurídico, de haver ou não crime de responsabilidade, é um processo político. Não existe impeachment no Brasil sem rua, manifestação popular e vontade da população. A maioria da população, talvez pela preocupação com o sistema de saúde e atraso de vacinação, é contra. Não analisei juridicamente os pedidos. Neste momento, o impeachment não tende a prosperar. Qualquer análise de possível crime eu deixo para o Ministério Público e o Judiciário em uma discussão sobre crime comum."

Ainda conforme publicado pelo jornal, diante da pressão por uma nova rodada do auxílio emergencial, a senadora do MDB diz que o benefício precisa ser discutido com urgência. Ela lançou, porém, a responsabilidade para o governo federal. Em uma tentativa de se contrapor ao adversário e candidato do Palácio do Planalto, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou que não se pode mexer no teto de gastos, mas admitiu uma nova rodada do auxílio emergencial por crédito extraordinário, que fica fora da limitação.

Tebet pondera que existe pessimismo porque não é a vacina que está dando o tom no Brasil, é a doença. "Não temos um cronograma claro de vacinação que possa apontar quando retomar a atividade econômica sem ameaça de lockdown. Enquanto a mola-mestre for a doença, e não a vacina, o clima vai ser de apreensão. Isso se reflete nas ruas, na irritação, na angústia e em alguns casos no desespero, como em Manaus."