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Geraldo e Vander estão entre piores parlamentares do Brasil, aponta ranking

Já Simone Tebet aparece entre as melhores avaliações

16 SET 2016
Airton Raes
07h00min
Foto: André de Abreu

Os deputados federais Geraldo Resende (PSDB) e Vander Loubet (PT) estão avaliados entre os piores parlamentares do Congresso Nacional. Os dois aparecem com avaliações negativas no Portal Políticos.org (http://politicos.org.br/), que acompanha, fiscaliza e ranqueia a participação parlamentar a partir de critérios determinados. A senadora Simone Tebet (PMDB) aparece entre os 20 melhores do Brasil.

O site avalia o desempenho de 594 parlamentares, entre senadores e deputados federais. Cada um começa com 200 pontos no ranking e, de acordo com a sua frequência em sessões, votação de projetos, uso de verba indenizatória, processos judiciais e cumprimento de promessas de campanha, ganha ou perde pontos.

Geraldo Resende aparece na 499ª posição com -74 pontos. O parlamentar recebeu -141 pontos por privilégios devido os gastos com a verba indenizatória, que somam R$ 2,3 milhões. Devido ao fato de ser réu em processos judiciais, Geraldo recebeu -132 pontos. O parlamentar recebeu pontos negativos por ter trocado o PMDB pelo PSDB durante o mandato. Ele também recebeu pontuação negativa devido à sua qualidade legislativa, de acordo com a sua conduta em votações de projetos importantes.

Vander Loubet aparece na 568 º colocação com -464 pontos. O que influenciou a avaliação negativa do parlamentar foi a menção de seu nome na Operação Lava Jato, o que lhe rendeu -60 no quesito participação pública. Ele também recebeu – 652 por ser réu em processos judiciais por improbidade administrativa. Em relação a produção parlamentar, Vander não apresentou nenhum projeto de lei, conforme o site.  

Positivos

Zeca do PT aparece em 455ª posição com 27 pontos. Ele teve -52 pontos devido a presença nas sessões. Ele esteve presente em 103 sessões e justificou 21 faltas. Nas comissões, teve 38 faltas sem justificativa. No quesito processos judiciais aparece com -186 pontos devido ser réu em processos de improbidade administrativa.

Também da bancada de MS, Dagoberto Nogueira (PDT) aparece na 462º posição do ranking com 181 pontos. Por iniciar o mandato recentemente, o senador Pedro Chaves aparece com os 200 pontos iniciais, sem nenhum quesito para aumentar pontos ou retirar pontos.

O deputado federal Carlos Marun (PMDB) aparece em 274º lugar com 218 pontos. Ele obteve -120 pontos por ser réu em processos por improbidade administrativa. Mas ganhou pontos nos quesitos presença de sessões, por economizar nas verba indenizatórias e qualidade legislativa.

A deputada Tereza Cristina aparece em 136º lugar com 292 pontos. A parlamentar não teve ponto negativo em nenhum quesito e obteve pontos na presença nas sessões e qualidade parlamentar.

O deputado Elizeu Dionizio aparece em 98º lugar com 310 pontos, apesar de ter ficado com pontuação negativa referente a presença nas sessões. Ele obteve pontos por ter economizado com os gastos parlamentares e qualidade legislativa de acordo com votos nos projetos.

O deputado Luiz Henrique Mandetta (DEM) aparece em 83ª colocação com 320 pontos. Obteve pontuação negativa por sua presença nas sessões, por ser citado na Operação Sangue Frio e no suposto envolvimento no escândalo do GISA.

Moka aparece em 53ª colocação com 333 pontos. O site não registrou a presença nas sessões de Moka. O senador ficou com -72 pontos devido o uso da verba indenizatória e 149 pontos devido a qualidade de sua conduta nas votações no Senador.

Simone Tebet aparece em 14ª colocação com 361 pontos. A frequência parlamentar também não foi registrada pelo site. Ganhou pontos por economizar nos gatos parlamentares e devido sua postura na atividade parlamentar. 

* Matéria editada às 10h de 14/6/17. A pontuação do deputado Dagoberto Nogueira, listada anteriormente como negativa, foi atualizada em razão de recontagem realizada pelo ranking nacional.

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