A senadora Tereza Cristina (Progressistas) repercutiu nas redes sociais o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o Carnaval do Rio de Janeiro. Para a parlamentar, a apresentação teve caráter político e poderia configurar propaganda eleitoral antecipada.
Em publicação no X (antigo Twitter), a senadora afirmou esperar que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) continue a analisar denúncia envolvendo o presidente. Segundo ela, votos dos ministros André Mendonça e Cármen Lúcia teriam alertado para riscos de abuso de poder político, econômico e de comunicação, sugerindo que o processo seguiria em aberto.
No texto, Tereza Cristina classificou o desfile como “totalmente político” e acusou a escola de tentar desqualificar adversários do Partido dos Trabalhadores ao som de um jingle de campanha. “Se isso não é propaganda, o que será?”, questionou.
Desfile
O enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil” abriu o Grupo Especial do Carnaval carioca no domingo (15). A apresentação retratou a trajetória pessoal e política do presidente, desde a saída de Garanhuns (PE) rumo a São Paulo, o período como líder sindical e a chegada à Presidência da República.
O desfile contou com encenações de momentos marcantes da política nacional, como a posse presidencial e a passagem da faixa para a ex-presidente Dilma Rousseff. Em outra alegoria, o ex-presidente Michel Temer aparece tomando a faixa e entregando-a a um personagem inspirado no palhaço Bozo, em referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na sequência, a escola representou a prisão de Lula e seu retorno ao poder. Um dos carros alegóricos mostrou o personagem-palhaço detido ao lado do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Alas também fizeram menção a programas sociais associados a governos petistas.
O presidente acompanhou o desfile na Marquês de Sapucaí, no camarote do Executivo municipal, ao lado do prefeito Eduardo Paes, ministros e aliados. Carros alegóricos representaram Lula em diferentes fases da vida, criança, metalúrgico e presidente, reforçando o tom biográfico e político do enredo.








