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Política

há 19 minutos

Tereza Cristina insiste em candidatura à presidência do Senado como terceira via

Senadora busca apoio no centrão e na oposição para disputa contra Davi Alcolumbre e Rogério Marinho; em Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja declarou apoio a Marinho

Mesmo com risco de dividir o bolsonarismo, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) intensificou as articulações políticas voltadas à eleição para a presidência do Senado Federal, em Brasília, marcada para 1º de fevereiro de 2027. A parlamentar atua para atrair votos da oposição, do centrão e da bancada feminina, com a prioridade de se tornar a primeira mulher a comandar a Casa.

O movimento ocorre em meio a uma disputa de bastidores com o atual presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), que busca a reeleição. Na próxima terça-feira (10), ele receberá as senadoras em exercício e as recém-eleitas para um café da manhã na residência oficial. O encontro foi organizado pela líder da bancada, Professora Dorinha (União-TO), e representa uma tentativa de atrair os votos também pleiteados por Tereza.

Aliados apontam que a ex-ministra da Agricultura de Jair Bolsonaro tenta se apresentar como uma terceira via entre Alcolumbre, que conta com respaldo de governistas, e Rogério Marinho (PL-RN), representante da oposição. Os defensores da candidatura avaliam que Tereza possui maior trânsito entre os diferentes grupos políticos, com possibilidade de angariar o apoio de partidos do centrão que resistem ao nome de Marinho e não desejam a recondução do atual presidente. No entanto, em Mato Grosso do Sul, o senador eleito Reinaldo Azambuja (PL) declarou apoio ao candidato potiguar.

Tereza calcula que herdaria os votos de Marinho em caso de desistência do colega. No cenário inverso, ela acredita que seus apoiadores se dividiriam entre o candidato do PL (Partido Liberal) e Alcolumbre. Os dois ex-ministros firmaram um acordo para não disputarem a eleição um contra o outro. As candidaturas seguem mantidas e o cenário será reavaliado a partir da segunda quinzena de janeiro, com a permanência na disputa daquele que apresentar mais chances de vitória. Lançado oficialmente na quarta-feira (4), Marinho afirma ter 40 votos e declarou que ocorrerá uma convergência com a senadora no momento oportuno. São necessários 41 votos para garantir o comando do plenário de 81 senadores.

Nesta semana, a defesa de Bolsonaro solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorização para que os dois aliados visitem o ex-presidente em casa. O magistrado ainda não emitiu parecer sobre o pedido.

Alcolumbre, conforme reportagem da CNN, diz possuir 48 votos e trabalha para atrair a ala do PL ligada ao centrão. Ele oficializou o senador Eduardo Gomes (PL-TO) como relator da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2027, posto antes cogitado para o PP com o nome de Tereza. Ainda segundo apuração da CNN, o atual presidente conta com ao menos três votos da bancada do PL que não migrariam para Marinho.

A estimativa é que Alcolumbre obtenha o respaldo do PT (Partido dos Trabalhadores) e de outras siglas governistas. Na sexta-feira (6), o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) pontuou que legendas da base, como PSD e PSB, devem votar seguindo a linha do Palácio do Planalto. A eleição ocorrerá de forma secreta, formato em que o apoio público ou formal dos partidos não garante fidelidade.

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