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Política

há 47 minutos

Por aclamação: TJ elege presidente, vice e corregedor-geral da Justiça de MS

Desembargador Luiz Tadeu Barbosa Silva comandará o Judiciário sul-mato-grossense

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) definiu, nesta quinta-feira (1º), os desembargadores que estarão à frente do Poder Judiciário estadual no biênio 2027/2028. Por aclamação, o Tribunal Pleno elegeu Luiz Tadeu Barbosa Silva para a Presidência, Marco André Nogueira Hanson para a Vice-Presidência e Eduardo Machado Rocha para a Corregedoria-Geral de Justiça.

A nova composição assume a administração do Judiciário sul-mato-grossense com a proposta de dar continuidade aos projetos já iniciados, avançar na modernização dos serviços e fortalecer as condições de trabalho de magistrados e servidores.

Em seu primeiro pronunciamento após a eleição, Luiz Tadeu Barbosa Silva destacou a unidade institucional como uma das prioridades da futura gestão. Segundo ele, a intenção é manter o andamento das ações em curso, com atenção especial às obras já iniciadas e à implantação do sistema eproc, ferramenta de processo judicial eletrônico que está entre os principais projetos previstos para os próximos anos.

''Temos muita unidade de propósito entre Presidência, Vice-Presidência e Corregedoria. Então, é manter a máquina andando'', afirmou o desembargador.

O futuro presidente também sinalizou que pretende trabalhar pela valorização da magistratura e pelo aperfeiçoamento das condições de trabalho no Judiciário estadual, mantendo os investimentos e as iniciativas da atual administração.

O atual presidente do TJMS, desembargador Dorival Renato Pavan, parabenizou os eleitos e destacou a capacidade dos novos gestores para conduzir a instituição nos próximos dois anos.

Experiência na magistratura

Natural de Piquerobi, em São Paulo, Luiz Tadeu Barbosa Silva é formado em Direito pela Faculdade de Direito da Unigran e mestre em Direito pela Universidade Gama Filho, no Rio de Janeiro. Ingressou no Tribunal de Justiça em julho de 2008, pelo Quinto Constitucional, vaga destinada à advocacia.

Ao longo da carreira, foi diretor da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso do Sul (Esmagis), no biênio 2015/2016, e corregedor-geral de Justiça entre 2021 e 2022. Também esteve à frente do Programa Lar Legal MS nos biênios 2023/2024 e 2025/2026, além de integrar o Conselho Estadual Judiciário de Adoção Internacional do TJMS.

Já o desembargador Marco André Nogueira Hanson, natural de Campo Grande, ingressou na magistratura em setembro de 1986, como juiz substituto, iniciando sua trajetória na comarca de Dourados. Atuou também em São Gabriel do Oeste, Naviraí e Coxim, até chegar à Capital, em 1996.

Durante a carreira, exerceu funções de juiz auxiliar da Presidência e da Corregedoria-Geral de Justiça, além de atuar como juiz eleitoral. Foi o primeiro diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso do Sul, presidiu a Associação dos Magistrados de MS e dirigiu a Escola Superior da Magistratura.

Em 2010, após 24 anos na primeira instância, foi promovido por merecimento ao cargo de desembargador. Também presidiu o Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais nos biênios 2013/2014 e 2015/2016. Atualmente, ocupa a Direção-Geral da Escola Judicial de Mato Grosso do Sul (Ejud-MS), função que exerce desde 2025.

O desembargador Eduardo Machado Rocha, natural de Dourados, é formado em Direito pela Unigran e ingressou na magistratura em 1987. Durante a trajetória, passou pelas comarcas de Iguatemi, Coxim e Naviraí, com atuação nas áreas cível e criminal.

Em 1996, foi promovido à Entrância Especial, assumindo a 1ª Vara Cível de Dourados. Em setembro de 2013, chegou ao cargo de desembargador. Também atuou na Coordenadoria da Infância e da Juventude do TJMS, entre 2015 e 2017. Com 38 anos de atuação na magistratura, Eduardo Machado Rocha exerce atualmente a Vice-Presidência do TJMS, função que assumiu em setembro de 2025, para o biênio 2025/2026. Na próxima gestão, ficará responsável pela Corregedoria-Geral de Justiça.

A eleição define a composição que conduzirá o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul a partir de 2027, com a continuidade de projetos administrativos, a modernização dos sistemas judiciais e a gestão das atividades da magistratura em todo o Estado.

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