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Política

21/11/2025 11:00

Trabalhadores da prefeitura ficam sem almoço após corte de gastos em Campo Grande

Além disso, eles teriam agora apenas 15 minutos para almoçar após o expedientes antes de voltar para fazer 'hora extra'

Servidores de Campo Grande relatam que os recentes cortes promovidos pela Prefeitura têm consequências pesadas no dia a dia de quem trabalha na linha de frente.

De acordo com relatos enviados ao TopMídiaNews, os funcionários agora cumprem apenas 6 horas diárias, mas enfrentam uma realidade de exaustão e privação de alimentação adequada, já que as marmitas pararam de ser fornecidas. A redução do expediente integra um pacote de medidas anunciado pela prefeita Adriane Lopes, que também cortou 20% do salário próprio e do primeiro escalão.

Os trabalhadores denunciam que, durante o turno reduzido, têm apenas 15 minutos para lanchar e em seguida precisam voltar para o trecho de trabalho, muitos sem ter levado marmita, porque antes a prefeitura fornecia almoço. Também relatam que, até tempos atrás, recebiam leite para se proteger de possíveis intoxicações químicas, como quem manuseia tinta, mas essa ajuda foi retirada por conta do ‘corte de gastos’.

Segundo eles, o novo regime exige que cheguem na base por volta das 13h30, façam uma pausa rápida e retornem ao trabalho externo até as 20h, sem garantias mínimas de alimentação ou estrutura para aquecer comida, há apenas micro-ondas, segundo apontam.

Muitos dos servidores envolvidos ganham menos de um salário mínimo e dependem de horas extras para complementar a renda. Agora, esse complemento estaria ameaçado, o que agrava ainda mais a situação.

A redução na jornada de trabalho, segundo a Prefeitura, faz parte de uma reforma administrativa para equilibrar as finanças municipais. A prefeita Adriane Lopes afirmou que as medidas são necessárias para “recuperar a capacidade de investimento” do município.

Essas ações se somam a outras medidas já em vigor, como o corte de horas extras em diversas secretarias, uma pauta que também tem sido denunciada por servidores em reportagens do TopMídiaNews.

Reações e críticas

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) já alertou que a redução salarial de servidores pode “detonar” a economia local, já que parte do dinheiro que deixaria de circular afetaria diretamente o comércio da cidade.

O que diz a prefeitura?

Por meio de nota, a administração municipal detalhou que o corte ocorreu por apenas dois dias, durante a análise do decreto. Além disso, afirmou ser proibida a execução de horas extras. Confira:

"A Funsat informa que o Programa de Inclusão ao Mercado de Trabalho (PRIMT) não é permitida a realização de horas extras por se tratar de uma iniciativa de caráter assistencial. A suspensão das marmitas ocorreu apenas por dois dias, no início de novembro, durante a análise do Decreto nº 15.462/2022, que prevê fornecimento de alimentação apenas quando a jornada ultrapassa seis horas. Contudo, considerando a vulnerabilidade dos beneficiários, decidiu-se manter regularmente a oferta de alimentação, que já foi totalmente normalizada conforme a demanda de cada Secretaria."

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